Para Aryel, é gratificante fazer parte de algo que pode dar às pessoas uma expectativa de vida maior (Adobe Stock e Divulgação) “É emocionante saber que o meu trabalho tem um impacto direto na sociedade”. Assim diz o santista Aryel Heitor Ferreira, doutor em Tecnologia Nuclear - Materiais pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ferreira é formado em Química Tecnológica pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), onde ministrou aula prática laboratorial para alunos da instituição, como forma de estimular a pesquisa e a aplicação da ciência em saúde. “Trata-se de salvar vidas.” Não à toa, ele foi selecionado, no mês passado, entre os finalistas do Prêmio Finep de Inovação 2025, Etapa Regional Sudeste, na categoria de Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Motivo: seu projeto de inovação CardioNano, que é o desenvolvimento de uma válvula cardíaca feita de nanocompósitos. “Posso não ser o médico que vai aplicar o dispositivo, mas sei que contribuí para que uma pessoa possa ter uma expectativa de vida maior, melhorar de uma doença. É gratificante fazer parte disso”. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Estimam-se cerca de 400 mil óbitos por ano, conforme o Ministério da Saúde – um desafio em termos de prevenção, diagnóstico e tratamento. Melhorar tecnologias Focado no desenvolvimento tecnológico de dispositivos médicos, Aryel Heitor Ferreira visa à melhora de tecnologias já existentes, para que sejam menos invasivas e oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos destaques, para Ferreira, é um dispositivo vestível para o tratamento de ferimentos, como queimaduras, pelo qual o paciente pode ver o processo de cicatrização. Segundo o químico, nas unidades de terapia intensiva (UTIs), há dificuldade em reconhecer quando a ferida está ou não contaminada. Além disso, a troca do curativo no ambiente hospitalar provoca uma ferida, o que dificulta cuidar de queimados. A diretora do Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológicas (Ipeci) da UniSantos, Adriana Florentino de Souza, destaca a importância da presença do especialista para os alunos de Química e Farmácia. “Ele é uma inspiração. Estudantes estão interagindo com um profissional que saiu daqui e ganhou dois prêmios de inovação”, explica. O aluno Antônio Carlos de Oliveira, do segundo semestre do curso de Farmácia, destaca que a prática em medicamentos e a área de Química inorgânica são algo novo para ele. E, para Raí Oliveira, aluno do segundo semestre de Química, a aula com Ferreira “é uma forma de, além de a gente aprender, se espelhar”. *Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna – UniSantos, sob supervisão da professora Lidiane Diniz e do diretor de conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes