(Divulgação) A perimenopausa ainda é pouco discutida, mas pode começar até 14 anos antes da menopausa, geralmente a partir dos 40 anos, mesmo quando os exames estão normais e os ciclos menstruais seguem regulares. Sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade e alterações de libido muitas vezes são tratados de forma equivocada, como se fossem apenas estresse ou depressão. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde feminina, esclarece os principais pontos sobre essa fase de transição e reforça que reconhecer os sinais é essencial para preservar a qualidade de vida. 1. A perimenopausa não é menopausa É a fase que antecede o fim dos ciclos menstruais e pode durar de 8 a 14 anos. Divide-se em duas etapas: a inicial (com menstruação regular, mas já com sintomas) e a tardia (quando os ciclos começam a espaçar até cessarem). 2. Sintomas podem ser físicos e emocionais Mudanças no ciclo, como atrasos, fluxo intenso ou espaçamento, são comuns. No aspecto emocional, surgem ansiedade, irritabilidade, desânimo, insônia e fadiga, frequentemente confundidos com outras doenças. 3. Reconhecimento evita tratamentos equivocados Sem diagnóstico correto, muitas mulheres acabam medicadas de forma inadequada, sem melhora real. “É fundamental entender que os sintomas têm origem hormonal”, reforça a Dra. Ana Maria. 4. Impactos na vida profissional e pessoal A chamada névoa mental, a insônia e as falhas de memória reduzem a produtividade, comprometendo carreira e vida social. Muitas mulheres chegam a perder oportunidades profissionais sem perceber que os sintomas têm origem hormonal. 5. Alimentação e atividade física são fundamentais Uma dieta anti-inflamatória, exercícios regulares e suplementação com vitamina D, complexo B, ômega 3, creatina e coenzima Q10 ajudam a amenizar os sintomas e reforçam o tratamento hormonal. 6. O diagnóstico é clínico e exige especialista Na fase inicial, exames podem parecer normais, por isso a avaliação de um ginecologista com experiência em perimenopausa é indispensável para o diagnóstico. 7. Desempenho profissional pode ser recuperado Apesar do impacto, os sintomas são reversíveis com tratamento. “Com acompanhamento adequado, a mulher recupera foco, memória e disposição”, explica a especialista. 8. Avanços tornam o tratamento mais seguro Hoje, os hormônios bioidênticos e a via transdérmica (gel ou adesivo) oferecem opções mais seguras e eficazes, reduzindo riscos e permitindo uma reposição personalizada.