(Reprodução) Aplicar as práticas ESG nos bairros e em comunidades é totalmente possível e fundamental, aponta o professor e consultor na área Gustavo Loiola. “É importante pensar que o ambiente onde a gente vive é sempre uma comunidade, não só com as pessoas que convivem junto com a gente em casa, mas também com todo mundo que está no entorno, seja em um condomínio ou em um bairro de casas. Então ‘não adianta’ só eu separar meu lixo se meu vizinho não separa também. Faz parte do viver em sociedade, neste caso entre vizinhos, criar esse processo de construir um futuro comum e cuidar de onde vivemos”, afirma. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! As áreas de vulnerabilidade social ganham um aspecto especial, lembra a diretora executiva do Instituto Limpa Brasil, Edilainne de Oliveira Muniz Fernandes Pereira. “É um passo crucial para a construção de sociedades mais justas e sustentáveis. Ao promover a inclusão, educação e conscientização, contribuímos não apenas para o meio ambiente, mas também para o fortalecimento social e econômico dessas regiões”. ODS Dentro das práticas ESG, estão os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos em setembro de 2015 pelos 193 países membros das Nações Unidas, que adotaram a Agenda 2030: erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável e saneamento, energia limpa e acessível, trabalho decente e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança global do clima, vida na água, vida terrestre, paz, justiça e instituições eficazes e parcerias e meios de implementação. “Os ODS são bastante completos e adaptáveis, podendo ser incorporados por organizações públicas ou privadas, países, estados e municípios. Da mesma forma, os municípios podem e devem incorporar seus princípios, metas e indicadores em suas secretarias e chegar até os bairros e comunidades, assim como as empresas, associações de bairro e organizações da sociedade civil também podem adotar os ODS em sua gestão”, explica o engenheiro e ambientalista André Tomé, fundador do Lixo Zero - Baixada Santista e embaixador do Instituto Lixo Zero Brasil. (Reprodução) Lixo Zero Com oito anos de atuação, o Instituto Lixo Zero – Baixada Santista é uma organização sem fins lucrativos, cujo objetivo é despertar a consciência ambiental, a mudança de atitude e transformar a cultura do lixo, do cuidado com o uso dos recursos naturais e seus impactos para as presentes e futuras gerações. Um dos exemplos importantes é o Escola Lixo Zero, que contribui diretamente com seis ODS: educação de qualidade, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança do clima, vida terrestre, parcerias e meios de implantação. Em 2022, o projeto foi implantado na UME Leonor Mendes de Barros, no Gonzaga, em Santos, certificada como a primeira escola Lixo Zero da Baixada Santista e do Estado de São Paulo, além da segunda do Brasil. Foram feitas ações semanais de educação ambiental, separação e destinação correta dos resíduos. O desafio, segundo o Instituto, é expandir o projeto para 10 escolas municipais por ano. Instituto Limpa Brasil Fundado pela empresa Atitude Brasil em 2010, o Instituto Limpa Brasil é uma organização sem fins lucrativos que atua no Brasil como parceira do movimento global Let´s do It. Já foram feitas ações em mais de 1200 cidades do País. A entidade tem exemplos práticos de programas que mexem com os três eixos ESG: Programa Meu Futuro Minha Voz Ambiental - Capacita jovens para compreenderem e atuarem em questões como mudanças climáticas e economia circular, criando líderes conscientes em suas comunidades. Social - Atua em escolas de regiões vulneráveis, promovendo inclusão, educação ambiental e oferecendo oportunidades para que os jovens sejam agentes de transformação local. Governança - Fortalece redes de apoio com gestores, professores e lideranças comunitárias, garantindo ações alinhadas às necessidades locais. Dia Mundial da Limpeza Ambiental - Reduz o descarte irregular de resíduos, contribuindo para ambientes mais saudáveis. Social - Mobiliza a comunidade, gerando oportunidades de inclusão para catadores e cooperativas, promovendo renda e reconhecimento. Governança - Atua em parceria com o poder público e empresas para garantir o descarte correto dos resíduos coletados. Projeto Eu Cuido do Meu Quadrado Ambiental - Incentiva ações de cuidado com espaços públicos, como plantio, limpeza e manutenção ambiental. Social - Engaja moradores em atividades colaborativas, promovendo o senso de comunidade e cidadania. Governança - Oferece suporte e capacitação online, além de pontos de apoio em diferentes estados, para facilitar a replicação das ações.