Gripe e resfriado têm causas, intensidade e riscos muito distintos ( Unsplash ) Com a chegada do outono, as mudanças no clima já começam a impactar diretamente a saúde da população, principalmente com o aumento dos casos de doenças respiratórias. A combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados cria o cenário ideal para a circulação de vírus e bactérias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o pneumologista e professor de Medicina da Unoeste, Paulo José Mascarenhas Mazaro, esse comportamento é típico da estação e exige atenção redobrada, especialmente entre grupos mais vulneráveis. “A queda de temperatura reduz a defesa natural das vias respiratórias, enquanto o ar seco resseca nariz e garganta, facilitando a entrada de agentes infecciosos. Além disso, ambientes fechados e pouco ventilados aumentam a transmissão”, explica o especialista. Doenças mais comuns no período Durante o outono, é comum o aumento de quadros como gripe, resfriado, rinite alérgica, sinusite, bronquite e pneumonia. A maior circulação de vírus respiratórios, especialmente os causadores da gripe, é um dos principais fatores para esse crescimento. Embora muitos casos sejam leves, a orientação é ficar atento à evolução dos sintomas, já que algumas infecções podem se agravar. Sinais como febre alta ou persistente, falta de ar, tosse intensa ou com secreção escura, dor no peito, chiado e cansaço excessivo indicam a necessidade de avaliação médica. “Se os sintomas não melhorarem em poucos dias ou apresentarem piora, é essencial buscar atendimento. Em alguns casos, pode se tratar de infecções mais graves, como pneumonia”, alerta Mazaro. Medidas simples fazem diferença Apesar do aumento dos casos, atitudes simples no dia a dia podem reduzir significativamente o risco de infecção durante o outono. Entre as principais recomendações estão: Lavar as mãos com frequência Evitar tocar olhos, nariz e boca Manter ambientes bem ventilados Beber bastante água Evitar locais fechados e com aglomeração Manter alimentação equilibrada Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe Essas medidas ajudam a fortalecer o organismo e diminuir a transmissão de vírus respiratórios. Grupos de risco precisam redobrar cuidados Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade estão entre os mais vulneráveis às complicações das doenças respiratórias. Para esses grupos, além das medidas preventivas, é fundamental manter o acompanhamento médico regular, evitar exposição ao frio intenso e buscar alternativas para manter a umidade do ambiente, como o uso de umidificadores. “O acompanhamento médico regular é indispensável, principalmente para quem já possui alguma doença respiratória”, reforça o especialista. Atenção e prevenção Com o avanço do outono, a tendência é que os casos continuem aumentando nas próximas semanas. Por isso, especialistas reforçam que a prevenção e o cuidado com os primeiros sintomas são essenciais para evitar complicações e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.