A maneira como seguramos o celular diz muito sobre a personalidade (Alexsander Ferraz/AT) Você já parou para pensar que a forma como segura o celular pode dizer muito sobre sua personalidade e comportamento social? De acordo com estudos de institutos de psicologia e do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, os gestos aparentemente automáticos relacionados ao manuseio do celular têm raízes em padrões comportamentais mais profundos, que revelam como lidamos com o mundo ao nosso redor. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim como o corpo revela emoções em sua linguagem não verbal, o uso de aparelhos tecnológicos também se tornou uma extensão da nossa expressão individual. A maneira como seguramos e interagimos com o celular pode refletir aspectos como impulsividade, necessidade de controle, timidez ou até traços de liderança. Veja abaixo algumas interpretações comuns associadas à forma de segurar o celular. O que seu jeito de segurar o celular pode indicar? Com uma mão, usando o polegar para tudo Perfil prático e confiante. Pessoas que usam o celular com apenas uma mão costumam ser rápidas, objetivas e têm um bom senso de adaptação. Esse estilo indica autossuficiência e assertividade. Com as duas mãos, digitando com os dois polegares Indica agilidade, foco e proatividade. Essas pessoas tendem a ser multitarefas, gostam de produtividade e têm facilidade para lidar com ambientes dinâmicos. Segura com uma mão e digita com o dedo indicador da outra Sugere uma personalidade mais cautelosa ou analítica. Quem adota esse estilo tende a pensar antes de agir, é detalhista, valoriza segurança emocional e controle. Apoia o celular em uma superfície e usa apenas um dedo Pode refletir introspecção ou comportamento mais reservado. Frequentemente adotado por quem prefere observar antes de interagir ou se sente desconfortável em ambientes com muitas pessoas. Celular sempre nas mãos, mesmo sem uso Segundo o Center for Internet and Technology Addiction, esse comportamento pode indicar ansiedade social ou dependência digital. Em muitos casos, o celular funciona como um "escudo emocional" para evitar interações sociais diretas. O que dizem os especialistas? Estudos publicados na Psychology Today revelam que o uso constante e a forma de interação com o celular funcionam quase como “novas linguagens corporais”. Assim como cruzar os braços ou evitar o olhar direto, a maneira como lidamos com dispositivos móveis já serve como pista para psicólogos analisarem padrões emocionais e sociais. Além disso, a Associação Brasileira de Psicologia Social ressalta que a tecnologia não é neutra: ela molda e é moldada pelo nosso comportamento. “Não se trata só de ergonomia ou conforto. O corpo responde ao modo como nos relacionamos com o digital, e isso influencia até como somos percebidos por outras pessoas”, diz a nota técnica do instituto.