Na semana passada, foi confirmado o primeiro caso envolvendo uma nova cepa da doença ( Fusion Medical Animation/ Unsplash ) Uma reunião realizada na última terça-feira entre integrantes do Governo do Estado, Ministério da Saúde, equipes de vigilância em saúde municipais e Hospital Emílio Ribas discutiu o enfrentamento ao vírus da mpox (antiga varíola dos macacos). Na semana passada, foi confirmado o primeiro caso envolvendo uma nova cepa da doença, clado 1B, em território paulista. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A paciente, de 29 anos, mora na Região Metropolitana de São Paulo, está bem e deve ter alta hospitalar nesta semana. Ela teve contato com um familiar do Congo, onde a doença é endêmica. Até agora, apenas a cepa 2 tinha sido identificada no Brasil. “A vigilância e a rede de assistência do Estado estão preparadas para o atendimento e monitoramento desses casos, além de reforçar a importância de procurar um serviço de atendimento diante dos primeiros sinais e sintomas da doença”, reforçou a coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, Regiane de Paula. Desde o primeiro caso de mpox, em 2022, a pasta paulista da saúde monitora o cenário epidemiológico da doença em todo o Estado. Todas as unidades de saúde estaduais seguem protocolos técnicos de vigilância, testagem e acompanhamento de casos para garantir resposta rápida e eficaz à doença. Como referência no atendimento a casos da mpox, a gestão paulista conta com o Hospital Emílio Ribas. () Números e alcance Em 2024, foram registrados 1.126 casos de mpox em São Paulo, sem nenhum óbito associado à doença. Neste ano, até a última terça-feira, 121 casos foram confirmados em terras paulistas. A mpox é considerada endêmica na África Central e Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, o Congo declarou surto nacional da doença, relacionado à circulação da cepa 1 do vírus da mpox. Desde julho do ano passado, casos da cepa 1b foram identificados em diversos países, como Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, EUA, Bélgica, Angola, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia e Emirados Árabes Unidos. A transmissão de Mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também pode transmitir a doença. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, a orientação é adotar medidas preventivas para evitar a transmissão da doença e iniciar o manejo clínico individualizado.