O leite ultrafiltrado tem potencial para revolucionar o mercado de laticínios no país. (Divulgação) Depois da febre do leite vegetal e das versões sem lactose, uma nova bebida láctea está dominando o mercado norte-americano: o leite ultrafiltrado. Com promessa de ser mais nutritivo e fácil de digerir, o produto tem chamado a atenção de consumidores preocupados com saúde e desempenho físico. Mas afinal, o que é esse leite e por que ele está virando uma tendência nos Estados Unidos? Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O que é o leite ultrafiltrado O leite ultrafiltrado é um tipo de leite que passa por um processo tecnológico avançado de filtragem, conhecido como ultrafiltração. Nessa etapa, o líquido é forçado a passar por membranas muito finas, que separam seus componentes — como proteínas, açúcares e gordura — com base no tamanho das moléculas. O resultado é um leite com maior concentração de proteínas (geralmente 50% a mais que o leite comum) e menor teor de açúcar (lactose), mantendo o sabor e a textura semelhantes aos do leite tradicional. Em resumo: é o mesmo leite de vaca, mas com uma composição nutricional otimizada. Como é feito o processo de ultrafiltração O processo começa com o leite cru, que é submetido a uma filtragem mecânica — sem uso de produtos químicos — em que moléculas de água e lactose passam pelas membranas, enquanto proteínas e minerais são retidos. Essa tecnologia permite: Reduzir naturalmente o teor de lactose, sem precisar de enzimas; Concentrar proteínas e cálcio; Diminuir o açúcar e o desperdício de nutrientes; Garantir um produto mais durável e estável na prateleira. Empresas como Fairlife, marca da Coca-Cola, foram pioneiras na popularização do leite ultrafiltrado nos Estados Unidos, transformando-o em um sucesso de vendas entre atletas, famílias e pessoas intolerantes à lactose. Por que o leite ultrafiltrado virou uma febre nos EUA O crescimento dessa categoria reflete uma tendência global: o interesse por alimentos funcionais, que oferecem benefícios extras à saúde. Nos EUA, o leite ultrafiltrado é visto como uma alternativa premium ao leite tradicional, combinando alto valor nutricional e conveniência. Segundo dados de mercado, a demanda cresceu principalmente entre: Pessoas que buscam aumentar o consumo de proteínas; Quem quer reduzir açúcares sem abrir mão do sabor; Famílias que preferem produtos com maior vida útil e mais seguros. A popularidade do produto também se deve ao forte investimento das marcas em embalagens modernas, marketing saudável e sabor agradável, o que o diferencia de outras bebidas lácteas industrializadas. Benefícios nutricionais do leite ultrafiltrado De acordo com nutricionistas, os principais benefícios dessa bebida incluem: Mais proteínas: ideal para recuperação muscular e controle da fome; Menos lactose: facilita a digestão, mesmo para pessoas com sensibilidade leve; Menos açúcar e mais cálcio: contribui para a saúde óssea e metabólica; Maior durabilidade: o processo de filtragem ajuda a manter o produto fresco por mais tempo. Além disso, o leite ultrafiltrado pode ser utilizado em receitas, cafés, shakes e vitaminas, da mesma forma que o leite comum, mas com melhor aproveitamento nutricional. Há desvantagens? O principal ponto negativo ainda é o preço, que costuma ser mais alto do que o do leite convencional — nos EUA, chega a custar o dobro. Outro fator é que o leite ultrafiltrado ainda não é amplamente disponível no Brasil, embora algumas marcas estejam estudando a introdução da tecnologia no mercado nacional. Especialistas lembram que, apesar dos benefícios, não se trata de um produto milagroso, e que uma alimentação equilibrada continua sendo essencial. Quando chega ao Brasil? Embora ainda não seja comum nas prateleiras brasileiras, a expectativa é que o leite ultrafiltrado ganhe espaço em breve, especialmente com a crescente busca por alimentos ricos em proteína e com baixo teor de açúcar. Empresas do setor lácteo já monitoram a tendência e avaliam adaptar o processo às normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se seguir o mesmo caminho dos EUA, o leite ultrafiltrado tem potencial para revolucionar o mercado de laticínios no país.