Leoah, Murilo, Letícia e Lucas, todos com 18 anos (Arquivo Pessoal) Para quase tudo na vida existe uma primeira vez: entrar na escola, começar a faculdade, viver um namoro, ir a uma festa com os amigos e fazer a primeira viagem sem os pais são alguns exemplos. No Brasil, no meio de tantas estreias, existe uma obrigatória: votar. Neste ano, muitos da Geração Z vão às urnas pela primeira vez, deixando de apenas acompanhar as discussões políticas para participar das escolhas que podem mudar o País. O que antes poderia ser apenas um debate nas redes sociais, já que atualmente se fala muito sobre o assunto, agora se transforma em uma forma de posicionamento. E muita coisa entra nisso: escolher candidatos, entender propostas, reconhecer a importância do voto e o peso dessa decisão. A estudante de Direito e vendedora Eloah Fernandes da Silva, de 18 anos, conta que antes nem dava tanta atenção ao tema, mas hoje entende que a política é algo totalmente relevante. “Sei que não é apenas um único voto que faz a diferença, mas a noção do papel da sociedade dentro dessa área faz, por isso estou interessada. Eu me sinto animada, porque faço uma junção com a minha faculdade. Ter entrado no curso de Direito em ano de eleição se torna, para mim, um material de estudo”. #REDESSOCIAIS&POLÍTICA Em um cenário que muitos definem como polarizado, fica ainda mais importante prestar atenção ao que consumimos nas redes — principalmente nós, que fazemos parte de uma geração “cronicamente on-line”. Para Eloah, a falta de informação pode ser um risco. Segundo ela, quem não busca outras fontes acaba se deixando levar por promessas, sem entender o que realmente acontece por “trás das câmeras”. Já o estudante Lucas Souza, de 18 anos, acredita que o que aparece nas redes sociais pode, sim, influenciar suas opiniões. Mas ele - que também votará pela primeira vez neste ano - afirma que pretende ir além do que vê no feed. Para Lucas, propostas claras, posicionamento, partido e histórico do candidato pesam na hora de decidir em quem votar. “Política para mim é o que determina o rumo das coisas de um país ou até do mundo. É muito importante escolher quem vai estar no poder para tomar as melhores decisões em prol da população”. #COMOESCOLHER O vendedor Murilo Bispo Yumoto, de 18 anos, já tirou o título de eleitor — sabia que este era ano de eleição e queria estar preparado. Também prestes a votar pela primeira vez, ele afirma que escolher um candidato exige atenção. Murilo conta que procura aqueles que se alinham aos seus princípios e ideias e usa as redes sociais e sites, para buscar informações sobre política. “Política significa para mim uma forma de organizar o Brasil um poder para abraçar ideias para melhorar o país, por mais que seja difícil no Brasil”. Eloah afirma que, para escolher os candidatos, analisa as condutas e leva em consideração critérios bem definidos. “A ética e a moral que fazem nós eleitores, termos uma visão sobre o quão engajado com a sociedade o político é”. #OBRIGAÇÃO? A auxiliar de produção Letícia Rebello Gomes conta que sabia que podia votar desde os 16 anos, mas, como ela mesma diz, não ligava muito para isso. Agora, aos 18, encara o voto como uma obrigação, mas admite estar um pouco mais animada. Para ela, esse momento representa independência e o direito de participar da democracia no Brasil. Apesar de não se interessar tanto pelo assunto, afirma que pretende pesquisar e estudar um pouco antes de decidir em quem votar. “Eu acredito que meu voto pode mudar e escolhe quem vai governar. Junto com o voto de outras pessoas, ele decide o futuro do país”. #SAIBAMAIS Para quem ainda não tirou o título, o prazo para emitir o documento, regularizar pendências ou atualizar o cadastro vai até 6 de maio. Jovens podem solicitar o título a partir dos 15 anos, desde que completem 16 até o dia da votação. Já o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 69 anos. O documento pode ser emitido pelo site da Justiça Eleitoral, no sistema Título.Net , ou presencialmente, em um cartório eleitoral, mediante agendamento. No site, também é possível fazer alterações cadastrais, transferência de domicílio e outros serviços a quem já possui biometria cadastrada.