O tipo de arroz escolhido influencia a velocidade com que o organismo absorve os carboidratos (Divulgação) Presença quase diária no prato do brasileiro, o arroz pode impactar diretamente os níveis de açúcar no sangue, mas o modo de preparo faz diferença. Especialistas apontam que ajustes simples na escolha do grão e na forma de cozinhar ajudam a evitar picos de glicose e tornam a refeição mais equilibrada. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo nutricionistas, o segredo começa antes mesmo de ir para a panela: o tipo de arroz escolhido influencia a velocidade com que o organismo absorve os carboidratos. Prefira arroz integral ou parboilizado Para quem precisa controlar a glicemia, a recomendação é dar preferência ao arroz integral ou parboilizado. Esses tipos são mais ricos em fibras e têm índice glicêmico mais baixo, o que faz a liberação de açúcar no sangue ocorrer de forma mais lenta. Já o arroz branco passa por refinamento que reduz fibras e acelera a absorção dos carboidratos, favorecendo variações mais rápidas da glicose. Atenção ao ponto de cozimento Outro detalhe importante está no tempo de panela. O ideal é que o arroz fique cozido, mas ainda firme. Quando os grãos passam do ponto e se desmancham, o amido fica mais disponível para digestão, o que eleva o índice glicêmico da refeição. Evite comer arroz sozinho A combinação do arroz com outros alimentos também influencia o efeito no organismo. Consumir o grão junto com feijão, legumes, ovos ou carnes magras ajuda a desacelerar a digestão dos carboidratos. Isso ocorre porque fibras, proteínas e gorduras boas reduzem a velocidade de absorção da glicose e mantêm a saciedade por mais tempo. Truque simples pode ajudar Uma dica extra apontada por especialistas é adicionar cerca de uma colher de chá de vinagre (de maçã ou branco) para cada xícara de arroz cru durante o cozimento. O ingrediente pode melhorar a digestão e contribuir para uma resposta glicêmica mais controlada, sem alterar o sabor do prato. Moderação continua sendo essencial Mesmo com técnicas que reduzem o impacto glicêmico, o consumo deve ser equilibrado. O arroz é rico em amido, que se transforma em glicose durante a digestão, e o excesso pode elevar o risco de diabetes tipo 2. Especialistas reforçam que o ideal é manter uma alimentação variada e balanceada, aliando o preparo correto a porções adequadas no dia a dia.