Carregador de carro elétrico em Santos: demanda por eletricidade associada ao setor pode registrar salto (Alexsander Ferraz/AT) O Governo Federal criou, via decreto publicado na semana passada, o Departamento de Eletromobilidade no Ministério de Minas e Energia (MME). Essa unidade ficará responsável, por exemplo, pela proposição, execução e avaliação de políticas públicas sobre as estações de recarga de veículos elétricos, o mercado de baterias para veículos e infraestruturas elétricas associadas. O departamento também terá a prerrogativa de “promover a eficiência eletroenergética” nas redes elétricas, por meio da “formulação, execução e avaliação de políticas públicas destinadas à gestão da demanda e à integração de recursos energéticos distribuídos”, conforme o decreto no Diário Oficial da União. A unidade contará com nove nomes, incluindo o cargo de diretor e coordenador-geral. O Plano Decenal de Energia (PDE) estima que a frota de veículos leves eletrificados deverá crescer de “maneira exponencial” no País, podendo atingir 3,7 milhões de unidades até 2035. Nesse parâmetro, a demanda de eletricidade associada ao setor poderá saltar de 627 GWh (gigawatt-hora), em 2025, para 7,8 TWh (Terawatt-hora) após 10 anos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia comentado publicamente que estava estudando uma segmentação para cuidar do tema da eletromobilidade na estrutura regimental do Ministério. Outra expertise dessa unidade será “fomentar a integração e a interoperabilidade de baterias, sistemas de geração distribuída e soluções de armazenamento de energia às redes elétricas, em articulação com os órgãos e as entidades competentes”, de acordo com o texto. A chamada Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, com as principais ações para garantir o suprimento de energia no país neste ano, prevê que o inédito leilão de bateria para o segundo trimestre. O setor aguarda a publicação das diretrizes para o certame pelo MME, o que havia sido sinalizado para abril. (Estadão Conteúdo) Alexsander Ferraz - 4/11/25 Legenda: Carregador de carro elétrico em Santos: demanda por eletricidade associada ao setor pode registrar salto Outras atribuições Articulação com os órgãos e as entidades competentes para estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica no setor de eletromobilidade; Apoio ao desenvolvimento de tecnologias nacionais em veículos elétricos, híbridos e movidos a combustíveis sustentáveis; Subsídio para o planejamento energético nacional, com vistas a contribuir para a integração da eletromobilidade ao sistema elétrico; Proposição, execução e avaliação de políticas públicas destinadas ao reaproveitamento e ao descarte ambientalmente adequado de baterias de veículos elétricos; Coordenação de programas e iniciativas de caráter estratégico destinados ao desenvolvimento e à ampliação do ecossistema da mobilidade elétrica no País; Articulação de políticas públicas relativas à eletromobilidade em âmbito federal, estadual, distrital e municipal e entre os órgãos e as entidades da administração pública federal. China: exportação de carros a combustão perde liderança A China exportou mais veículos elétricos e veículos híbridos plug-in do que carros a gasolina ou diesel pela primeira vez em abril, à medida que as montadoras expandiram agressivamente suas operações no exterior para compensar a demanda moderada no mercado doméstico. O país asiático exportou 769 mil automóveis em abril, com os veículos de nova energia - termo que inclui veículos elétricos e híbridos plug-in - representando 52,7% do total das exportações, informou a Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) no último dia 11. As exportações de veículos de nova energia mais do que dobraram, chegando a 406 mil unidades no mês passado, mostraram os dados. O aumento das exportações ocorreu enquanto o mercado doméstico continua sob pressão devido ao fraco sentimento de consumo. As vendas no varejo de carros de passeio em abril caíram 21,5% em relação ao ano anterior, para 1,38 milhão de unidades, segundo a CPCA. As vendas recuaram 16% em comparação com março. A alta dos preços do petróleo também pesou sobre a demanda por veículos tradicionais movidos a gasolina, acrescentou a associação, já que os consumidores passaram cada vez mais a optar por carros de nova energia para evitar custos maiores com combustível. O Salão do Automóvel de Pequim, em abril, deu um leve impulso ao sentimento do mercado, embora as vendas tenham permanecido abaixo dos níveis de um ano antes. As vendas no varejo de veículos elétricos e carros híbridos caíram 6,8%, para 849 mil unidades, em abril. Olhando adiante, o mercado automotivo da China continuará enfrentando desaceleração da demanda, à medida que o fraco sentimento de consumo e os preços mais altos do petróleo reduzem a disposição dos compradores de adquirir carros. Espera-se que as exportações se tornem o principal motor de crescimento da indústria automobilística chinesa. As principais montadoras provavelmente continuarão expandindo na Europa e na América Latina para compensar a demanda mais fraca no Oriente Médio, afirmou a entidade do setor. (EC-Dow Jones Newswires)