O estudante João Marcos Barbosa de Sá, de 26 anos, reproduz passos clássicos de Michael Jackson (Alexsander Ferraz/AT e Reprodução) As luzes da sala se apagam, a música começa e, por alguns instantes, parece que o tempo volta. Décadas após revolucionar a cultura pop e mesmo após a sua morte, em 2009, Michael Jackson continua emocionando diferentes gerações — inclusive a geração Z, que sequer viveu o auge do artista. Entre filmes, redes sociais e coreografias eternizadas, o rei do pop segue conquistando jovens fãs pelo mundo. Billie Jean, Thriller, Human Nature e Beat It são apenas alguns dos sucessos que voltaram a dominar playlists e a internet nos últimos meses. Depois do lançamento da cinebiografia do astro nos cinemas, músicas e coreografias icônicas do artista passaram a viralizar novamente no TikTok, enquanto fãs lotavam sessões usando acessórios, camisetas e até figurinos inspirados no cantor. Em diversas cidades do Brasil, os cinemas se transformaram em verdadeiras homenagens ao rei do pop. #CONEXÃODEFÃ Em uma dessas sessões, em Santos, o estudante João Marcos Barbosa de Sá, de 26 anos, chamou atenção do público ao reproduzir passos clássicos de Michael Jackson no fim do filme, e ainda estar caracterizado. Segundo ele, a motivação para a performance veio do próprio artista e da conexão construída ao longo dos anos como fã. “As pessoas reagiram bem, pois não atrapalhei ninguém em momento algum. Em outras palavras: fui educado e esperei o momento certo para brilhar”. De acordo com João, a conexão com Michael Jackson começou muito antes mesmo de nascer, ainda na barriga da mãe, influenciado pelo pai, que colecionava discos e fitas VHS do artista. Na época, a era dos DVDs ainda estava começando. Foi quando o cunhado dele comprou o DVD History, momento que relembra com carinho. “Eu consegui gravar o DVD no meu VHS e foi aí que eu percebi que era fã do Michael, pois quando acabava o VHS eu repetia, repetia... e repetia”. Inspiração e emoção transmitidas pela arte. É assim que João define sua conexão com Michael Jackson. Mas não para por aí: dedicação, talento e a capacidade de tocar pessoas no mundo inteiro através das músicas, da dança e das mensagens são alguns dos fatores que o ligam ao artista — e que também seguem chamando atenção de fãs em diferentes partes do mundo. “Para mim, Michael Jackson simboliza um artista eterno, que continua unindo gerações e despertando sentimentos únicos em cada fã”. #FILME&GENZ As redes sociais ajudaram a viralizar músicas, danças e momentos icônicos de Michael Jackson, despertando a curiosidade de muitos jovens. Já o filme aproximou a nova geração da trajetória e da grandiosidade do artista, reacendendo o interesse pelo legado deixado pelo rei do pop, como comenta João. “A nova geração gosta de experiências intensas e autênticas, e o Michael tinha exatamente isso. Quando os jovens assistem às apresentações dele, percebem uma energia rara, algo que continua impressionando mesmo décadas depois”. Para ele, o filme e a internet ajudaram a aproximar diferentes gerações de Michael Jackson. Enquanto fãs mais antigos reviveram emoções e memórias marcantes, muitos jovens passaram a descobrir a “magia única” do artista através das músicas, coreografias e da trajetória do rei do pop. #MÚSICAS Ao falar sobre suas músicas favoritas de Michael Jackson, João destaca The Way You Make Me Feel como uma das mais especiais. O beat, a vibe, a sonoridade e a mensagem da canção tornam a música “inconfundível”. Entre os videoclipes, Smooth Criminal ocupa lugar de destaque. Para o jovem, a produção representa o “ápice da coreografia”, além de chamar atenção pela fotografia marcante. João também relembra com carinho Black or White, por reunir toda a família para dançar junto, e They Don’t Care About Us, gravado no Brasil e que, segundo ele, tem um significado ainda mais especial por ter cenas registradas em Salvador, sua cidade natal. #REIDOPOP A morte de Michael Jackson, em 25 de junho de 2009, pegou fãs do mundo inteiro de surpresa. Aos 50 anos, o artista se preparava para a turnê This Is It, que marcaria seu retorno aos palcos após anos longe de grandes apresentações. O cantor havia planejado inicialmente 31 shows da turnê, mas o número acabou aumentando para 50 apresentações devido à grande procura dos fãs. De acordo com a autópsia, Michael Jackson morreu após sofrer uma intoxicação causada por propofol, medicamento sedativo utilizado em ambientes hospitalares.