A geração Z é composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012 (FreePik) Composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012 e formada por adolescentes que estão mudando de fase e por jovens adultos conquistando o mercado de trabalho, a Geração Z costuma planejar um ano novo inesquecível e produtivo a partir da realizações e das conquistas advindas do Ensino Superior, segundo a psicóloga Chrystina Kato. “Diferentemente das outras gerações, para esses jovens, a questão da produtividade e dos fatores que determinam se um ano foi inesquecível ou não está intimamente relacionada com a forma como sentem que suas vidas têm um significado e uma direção. Ou seja, a busca por um ambiente de trabalho que tenha um perfil semelhante ao seu ambiente pessoal, repelindo o modelo de autoridade vertical, promovendo uma maior produção de ideias, com maior grau de autonomia, são valores muito apreciados pela Geração Z. Esta reformulação determina um novo padrão de seleção, presença e convivência social que vai além do ambiente corporativo”, explica. Oitenta e três por cento desta geração, lembra Chrystina, acredita que a faculdade é bastante ou muito importante para alcançar os benefícios no mercado de trabalho. “Por representarem uma grande fatia de trabalhadores especializados, ressalto que dão bastante importância à formação acadêmica e às experiências profissionais globalizadas, uma vez que suas vidas se apoiaram, desde a tenra infância, no mundo digital. Buscando determinar suas prioridades, se destacam pela praticidade no modo de viver, decidindo quais bens e valores preferem para suas vidas de forma mais decidida e direta, integrando a escolha da carreira nesta demanda pessoal, provando que não valorizam preferencialmente os ganhos financeiros e, sim, carreira e trabalho diversificados, que os integrem à realidade das suas escolhas”, define. Pesquisa, verdade e honestidade A psicóloga cita os resultados de recente pesquisa de estudo social denominada Voices of Gen Z - Walton Family Foundation e desenvolvida pelo Instituto Gallup, dos Estados Unidos. O levantamento ressaltou que aproximadamente um quarto da Geração Z não está feliz e não sente, de maneira consistente, que sua vida importa. Outro fator que chama a atenção é que metade dos entrevistados frequentemente se sente ansiosa e cerca de um em cada cinco constantemente se sente deprimido. “A partir desses resultados, observei que 60% dos jovens da Geração Z se identificam como pessoas felizes e explicam que esta felicidade provém de algo de interessante que faz todos os dias, e que resulta nas conquistas profissionais e acadêmicas. Este fato prova a intensa conexão que fazem entre a felicidade e a motivação em estudar e em trabalhar”, afirma. “Partindo desses resultados, podemos dizer que os planos a longo prazo acontecem a partir da realidade vivida diariamente por esses jovens, em busca de uma maior realização pessoal que participa do aperfeiçoamento de toda a sociedade, por meio do seu trabalho e estilo de vida”, ressalta. "60% dos jovens da Geração Z se identificam como pessoas felizes e explicam que esta felicidade provém de algo de interessante que faz todos os dias" A partir desta análise, observa Chrystina, o Ano do Jovem Z mostra a possibilidade de valorizar diferentes perspectivas e debates pautados em um estilo de vida mais verdadeiro e honesto. “Apesar de ainda bem jovens, eles têm refinado senso crítico e autocrítico que certamente proporcionará um ano novo inesquecível, mais harmônico e socialmente mais abrangente, menos egoísta e mais preocupado com a qualidade vida de todos”, finaliza. Como é a Geração Z Aproximadamente 29% moram com os pais; Representa 27% da população (nos Estados Unidos, representa US\$ 360 milhões - cerca de R\$ 2,2 bilhões - em renda disponível); Aprecia diferentes perspectivas de estilo de vida; Interage com diversos equipamentos tecnológicos e eletrônicos ao mesmo tempo; É mais autocrítica e quer melhorar a si mesma; Considera a identidade pessoal mais fluida e sem rótulos; Também dá maior importância à justiça racial e questões climáticas; Valoriza mais o acesso e não a posse de bens e benefícios; É a geração da sustentabilidade: 72% dos compradores escolhem marcas sustentáveis. Saúde mental de acordo A estudante de jornalismo Emilly Victoria Silveira dos Santos, de 22 anos, afirma que já fez vários planos para 2025. E justamente tem relação direta com estudos e carreira. “Minha meta é continuar indo bem na faculdade, continuar mantendo minhas notas boas, crescer ainda mais na profissão que eu escolhi e que estou cursando e atuar na área de assessoria de imprensa. É a área com a qual mais me identifico. É o ano no qual eu quero colocar isso em prática”, afirma. Em meio a tudo isso, Emilly, que mora em Guarujá, acredita que o mais importante é estar com a saúde mental de acordo. “Não se comparar com outras pessoas e entender o ritmo das coisas, que é no seu tempo e que você faz o possível. Se der, que legal, se não der, tudo bem também. Acho importante a gente ter em mente que nós somos seres humanos e, por isso, vamos acertar, errar e falhar algumas vezes”, comenta. A estudante costuma encarar esse momento de virada de chave de um ano para outro como algo simbólico. “É um momento de você refletir sobre tudo o que passou e traçar novas metas e planos. É um momento em que você procura fazer coisas diferentes. Por exemplo, você agiu de uma forma no ano anterior e, desta vez, você quer agir de outra forma. Mudanças eu encaro também desta forma”, define. Um ano inesquecível e produtivo para Emilly é quando a pessoa dá o máximo dela naquilo que faz. “Pode acontecer de a gente não atingir as expectativas e não fazer todos os planos nos quais pensamos, mas o importante para mim é dar o melhor, o máximo. Aí eu considero um ano inesquecível e produtivo. Toda vez que eu finalizo um ano e vi que dei realmente o meu máximo, fico grata”. Agradecer, refletir e...programar Morador de São Vicente, o programador Úryan Redede Xavier Gomes, de 22 anos, encara de forma agradecida e reflexiva o momento de virada de chave de um ano para outro. “Busco ser grato pelas boas coisas e ano que passei, porém mantenho em mente o que pode ser melhor, o que poderia ter botado em prática e que irei fazer no próximo ano”, afirma. Algumas metas a serem desenvolvidas em 2025, segundo Gomes, estão calcadas no aspecto profisisonal e pessoa. “Impulsionar meu desenvolvimento profissional de forma mais constante e focada, concluir com êxito a faculdade. No âmbito da vida pessoal, fortalecer meus laços no meu relacionamento amoroso e também para com meus amigos”, descreve. O programador acredita que um ano produtivo e inesquecível é aquele no qual você vive, faz escolhas e toma riscos sem medo, em prol de uma melhora e sem se arrepender, pois consegue saber que fez o melhor, mesmo que nem tudo tenha saído conforme idealizado. “Pretendo me arriscar mais no que acredito ser certo, ser mais focado e também mais empenhado nos meus objetivos, buscando sempre ser melhor, não com base em resultados somente, mas em uma melhora como ser humano no geral”, define.