Velocidade, rivalidade, estratégia, adrenalina e espetáculo. Esses elementos ajudam a explicar o motivo da Fórmula 1 ganhar ainda mais espaço. O que antes era visto só como uma tradição de domingo de manhã em frente à TV se reinventou na era digital e conquistou a geração Z — que não quer só assistir e sonha em viver o esporte. Das telas para as pistas, o novo público busca fazer parte desse universo e sentir de perto a experiência. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Cada vez mais jovens estão falando sobre automobilismo nas redes sociais e essa mudança foi comprovada em uma pesquisa global de fãs da F1 de 2025 promovida pelos gestores da categoria, junto com a Motorsport Network. Em meio a vários números, um fato chama atenção: a nova geração de fãs é mais jovem e mais feminina. E tem mais: essa Fórmula 1 mais “moderna” ganhou ainda mais espaço com produções da Netflix, como Dirigir Para Viver, que mostra os bastidores das corridas e aproxima o público não só dos pilotos, mas também das mentes por trás das equipes que disputam vitórias roda a roda. A estudante de Direito Manuela Pinheiro Martinez, de 21 anos, é um exemplo dessa ideia e destaca que a internet tem forte influência no interesse dos jovens, além da série, que também faz muito sucesso. #PAIXÃOPELAF1 Toda criança, em algum momento, já ligou a televisão em um domingo de manhã e se deparou com uma corrida. Foi assim com a jornalista Izabely Liberado, de 23 anos. Mesmo sem entender muito bem o que estava vendo na infância, anos depois o interesse surgiu de forma natural e, aos poucos, ela foi se envolvendo cada vez mais com esse universo. “Um fato que me marcou foi a vitória da Ferrari em Monza, no Grande Prêmio da Itália de 2024. Ali eu percebi que a Fórmula 1 vai muito além da velocidade — envolve emoção, história e uma conexão muito forte com os fãs”. Uma das características que mais a atrai é a combinação de tudo: a adrenalina, a estratégia e a imprevisibilidade. Mesmo acompanhando de casa, ela sente a tensão, seja em uma ultrapassagem decisiva ou em um pit stop que pode mudar uma corrida. Quando tudo dá certo, a sensação, segundo a jovem, é indescritível. “Dizer que a Fórmula 1 é apenas um esporte é simplificar demais. Eu diria que é uma experiência: uma mistura de emoção, estratégia e intensidade. É um espaço onde você se conecta com sentimentos muito fortes — alegria, frustração, tensão — e vive tudo isso junto com cada corrida”. #FÃS Acompanhando todas as corridas, geralmente de casa e, quando está na rua, por meio do telefone celular, Manu não perde nenhuma prova. Ainda não esteve em uma corrida, mas, no fim deste ano, terá a chance de viver essa experiência no GP de São Paulo, em Interlagos, em novembro. “Eu sempre me interessei porque ouvia as pessoas contando como era antigamente, na época do Ayrton Senna, que todo mundo acordava para assistir e acompanhar pela TV, até o dia em que eu resolvi assistir a uma corrida. Acompanhando prova após prova, fui gostando mais e virando fã. Sempre gostei de ver esporte, mas estava cansada do futebol, então fui tentar outros, e a Fórmula 1 foi onde eu encontrei algo de que realmente gostei e que não preciso me esforçar para acompanhar”. #ALCANCEGLOBAL Diferentemente das gerações passadas, a gen Z não teve contato direto com Ayrton Senna, considerado uma lenda da Fórmula 1 e tricampeão mundial, mas o legado continua. Izabely acrescenta que, hoje, o esporte é mais global, mais conectado com o público e mais aberto a novas pautas, como diversidade e inclusão. “Existem mudanças no nível de competitividade em alguns momentos, mas também há uma evolução clara em vários aspectos”. Pelo fato de ser fenômeno global, o público feminino vem crescendo e se interessando cada vez mais pela modalidade. A jornalista ainda dá uma dica: para quem quiser entender melhor as estratégias, as recentes mudanças de regulamento e mergulhar no universo da velocidade de forma acessível, ela recomenda o conteúdo da influenciadora Malu Koerich. #favoritos O piloto com quem a estudante de Direito mais se identifica é também o seu favorito: o inglês Lewis Hamilton, heptacampeão mundial da Fórmula 1, atualmente na Ferrari. “Ele é muito determinado, focado, esforçado, inteligente, ama o esporte e faz questão de demonstrar tudo isso. Torço para Ferrari”, conta. Izabely acompanha pilotos, equipes e criadores de conteúdo sobre o tema. Sua equipe favorita é a Ferrari e, por isso, ela admira Hamilton e o companheiro de equipe dele, o monegasco Charles Leclerc.