A intolerância à lactose é uma condição causada pela redução ou ausência da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, açúcar presente no leite e derivados. O problema pode provocar sintomas como inchaço abdominal, gases, diarreia, cólicas e desconforto após o consumo desses alimentos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para confirmar o diagnóstico, médicos podem solicitar diferentes exames, sendo o teste respiratório de hidrogênio expirado o mais utilizado atualmente. No entanto, além do teste respiratório, também existem o teste oral de tolerância à lactose, exame de acidez das fezes, teste genético e, em casos específicos, até biópsia intestinal. Exame precisa de jejum? Sim. O preparo é considerado uma etapa importante para evitar alterações nos resultados. Nos testes respiratórios e no teste oral de tolerância à lactose, adultos e crianças geralmente precisam fazer jejum absoluto de pelo menos oito horas. Para bebês, o período costuma ser de quatro horas. Além disso, médicos recomendam alguns cuidados antes do exame, como: evitar antibióticos por quatro semanas; suspender probióticos, laxantes e lactulose nas 24 horas anteriores; evitar leite e derivados; reduzir alimentos ricos em fibras e FODMAPs; não fumar nas horas anteriores; evitar exercícios físicos intensos antes do teste. O preparo pode variar conforme o método utilizado e o laboratório responsável. Teste respiratório é o mais usado O teste respiratório de hidrogênio expirado é considerado o principal exame para diagnóstico da intolerância à lactose e costuma ser apontado como padrão-ouro. O procedimento é simples e não invasivo. Primeiro, a pessoa sopra em um aparelho que mede a quantidade de hidrogênio no ar expirado. Depois, ingere uma solução com lactose diluída em água e repete o teste em intervalos regulares durante cerca de três a quatro horas. Quando a lactose não é digerida corretamente, ela chega intacta ao intestino grosso, onde é fermentada pelas bactérias intestinais. Esse processo produz gases como hidrogênio e metano, que são absorvidos pela corrente sanguínea e eliminados pelos pulmões. O aumento desses gases no teste indica má absorção da lactose. Exame de sangue também pode ser usado Outro método bastante conhecido é o teste oral de tolerância à lactose. Nesse exame, o paciente ingere uma solução com lactose e faz coletas de sangue para avaliar o aumento da glicose. Se os níveis de glicose subirem pouco após a ingestão, isso pode indicar que a lactose não foi absorvida corretamente. Apesar de útil, o exame possui algumas limitações e pode apresentar resultados imprecisos em determinadas situações, como em pessoas com alterações intestinais ou diabetes. Teste de fezes é mais comum em crianças O teste de acidez das fezes costuma ser indicado para bebês e crianças pequenas, principalmente quando há dificuldade para realizar exames respiratórios ou de sangue. A presença de lactose não digerida deixa as fezes mais ácidas, o que pode ser identificado em laboratório. Teste genético e biópsia intestinal O teste genético avalia alterações no DNA relacionadas à produção da lactase ao longo da vida. Ele ajuda a identificar casos hereditários de intolerância à lactose. Já a biópsia intestinal é um exame mais invasivo e menos frequente, geralmente reservado para investigar doenças intestinais associadas, como doença celíaca. Sintomas mais comuns Os sintomas costumam aparecer entre 30 minutos e duas horas após o consumo de leite ou derivados. Os principais incluem: inchaço abdominal; excesso de gases; diarreia; cólicas; náuseas; dor abdominal; desconforto intestinal. A intensidade varia conforme a quantidade de lactose ingerida e o grau de deficiência da enzima lactase. Quando procurar ajuda? Especialistas recomendam buscar avaliação médica quando os sintomas forem frequentes, persistentes ou interferirem na alimentação e na qualidade de vida. O diagnóstico correto ajuda a evitar restrições alimentares desnecessárias e permite um tratamento mais adequado, que pode incluir ajustes na dieta e uso de enzimas lactase.