Balanço mostrou retorno de R\$ 19,50 para cada R\$ 1 investido em pesquisa pública relacionada à agropecuária no estado (AdobeStock) O investimento em pesquisa agropecuária pública gera retorno direto e mensurável para a sociedade. O Balanço Social da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), referente ao triênio 2022-2024, revela que cada R\$ 1,00 investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação proporcionou o retorno de R\$ 19,50 à sociedade na forma de ganhos econômicos, sociais e ambientais. Entre os destaques estão tecnologias voltadas à segurança alimentar, sustentabilidade ambiental, sanidade animal e vegetal, melhoramento genético, valorização de produtos agropecuários e redução de custos de produção. “Esse retorno social comprova que investir em pesquisa agropecuária não é despesa, mas um dos investimentos mais seguros para promover desenvolvimento econômico, justiça social e sustentabilidade ambiental”, afirma o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. O estudo analisou 49 tecnologias desenvolvidas pelos sete institutos de pesquisa da APTA e aponta um impacto econômico acumulado de R\$ 22,47 bilhões no período. Para efeito de comparação, o montante equivale à construção de cerca de 300 hospitais de médio porte, o que dimensiona a relevância do investimento público em ciência. Pesquisas do Instituto de Zootecnia resultaram em ganhos expressivos de produtividade na pecuária, com economia de insumos e menor impacto ambiental, enquanto estudos do Instituto Biológico contribuíram para o controle sustentável de pragas e para a prevenção da entrada de doenças que poderiam comprometer a produção agrícola e a saúde pública. Segundo Ghobril, os resultados refletem o compromisso da instituição com a sociedade. “As tecnologias desenvolvidas pela APTA impactam diretamente a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade do agro, transformando conhecimento científico em soluções práticas que chegam ao campo e ao dia a dia da população”, destaca. O balanço também evidencia a evolução do retorno social ao longo do tempo. Na primeira edição do estudo, referente ao período 2010-2013, o retorno era de R\$ 11,80 a cada R\$ 1,00 investido. No triênio 2022-2024, esse valor saltou para R\$ 19,50, demonstrando maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e na transferência de tecnologia. “Estamos no caminho certo, com uma pesquisa pública alinhada às políticas de Estado, aos desafios da agricultura contemporânea e ao interesse coletivo”, afirma o diretor. COMO FUNCIONA A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC) Instituto Biológico (IB) Instituto de Economia Agrícola (IEA) Instituto de Pesca (IP) Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) Instituto de Zootecnia (IZ) Apta Regional