A esofagite severa é uma inflamação intensa no esôfago, tubo responsável por levar os alimentos da boca até o estômago, e pode provocar sintomas dolorosos, dificuldades para se alimentar e até complicações graves se não for tratada adequadamente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A condição costuma estar associada ao refluxo gastroesofágico, mas também pode ser causada por infecções, uso inadequado de medicamentos, alergias alimentares e consumo excessivo de álcool ou cigarro. Entre os principais sintomas estão queimação intensa no peito, dor ao engolir, sensação de alimento parado na garganta, azia frequente, náuseas e, em casos mais graves, vômitos e perda de peso. O que causa a esofagite? A causa mais comum da doença é o refluxo gastroesofágico, quando o ácido do estômago retorna para o esôfago e agride sua mucosa. Outros fatores também podem provocar a inflamação, como: uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios; ingestão de comprimidos sem água suficiente; infecções por fungos, vírus ou bactérias; alergias alimentares; consumo frequente de bebidas alcoólicas; tabagismo; obesidade; alimentação rica em frituras e alimentos ultraprocessados. Sintomas merecem atenção Os sintomas podem variar de leves a intensos. Em quadros severos, o paciente pode apresentar: forte dor ou ardência no peito; dificuldade para engolir; dor ao ingerir alimentos ou líquidos; sensação de pressão na garganta; tosse persistente; rouquidão; gosto amargo na boca; episódios frequentes de refluxo. Especialistas alertam que sintomas persistentes não devem ser ignorados, principalmente quando há dificuldade para se alimentar ou perda de peso involuntária. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico geralmente é realizado por um gastroenterologista com base nos sintomas e em exames como a endoscopia digestiva alta, que permite avaliar o grau da inflamação no esôfago. Em alguns casos, também podem ser solicitadas biópsias e exames complementares para identificar infecções, alergias ou alterações mais graves. Tratamento envolve remédios e mudança de hábitos O tratamento depende da causa da esofagite, mas normalmente inclui medicamentos para reduzir a produção de ácido no estômago, além de mudanças no estilo de vida. Entre os principais cuidados recomendados estão: evitar alimentos gordurosos e muito condimentados; reduzir café, refrigerantes e bebidas alcoólicas; não fumar; evitar deitar logo após as refeições; manter peso adequado; fazer refeições menores ao longo do dia; dormir com a cabeceira da cama elevada. Em situações mais graves, quando há estreitamento do esôfago ou risco de complicações, pode ser necessário tratamento cirúrgico. Complicações podem ser graves Sem tratamento, a esofagite severa pode provocar feridas, sangramentos, estreitamento do esôfago e alterações celulares que aumentam o risco de câncer. Por isso, médicos reforçam a importância de procurar atendimento ao perceber sintomas frequentes de refluxo ou dor ao engolir. “O esôfago é um órgão muito sensível. Quanto mais cedo o paciente busca ajuda, maiores são as chances de evitar complicações e recuperar a qualidade de vida”, alertam especialistas da área digestiva.