Se o café da manhã for feito de forma inadequada, pode desencadear um ciclo de fome, lentidão e acúmulo de gordura (Divulgação / freepik) O café da manhã é frequentemente chamado de “a refeição mais importante do dia” e não é à toa. Após horas de jejum, o corpo precisa de energia de qualidade para reativar o metabolismo e regular funções essenciais. Mas muitos hábitos comuns logo cedo podem ter o efeito contrário: desacelerar o metabolismo, aumentar a fome ao longo do dia e favorecer o ganho de peso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Especialistas afirmam que o problema não está apenas em o que se come, mas também em como se monta essa refeição. A seguir, veja os erros mais frequentes e por que eles merecem atenção. 1. Pular o café da manhã Ignorar a primeira refeição pode fazer com que o organismo entre em modo de economia de energia, reduzindo o metabolismo basal. Além disso, aumenta a chance de compulsão alimentar no almoço ou no final do dia. Impacto no metabolismo: Queda de energia Alteração nos hormônios da fome Maior armazenamento de gordura Nutricionistas reforçam que isso não vale para quem segue protocolos específicos de jejum intermitente supervisionado. 2. Tomar apenas café preto ou bebidas estimulantes Começar o dia apenas com café pode elevar o cortisol (hormônio do estresse), aumentar a irritabilidade e provocar fome intensa poucas horas depois. Sem nutrientes, o corpo não ativa adequadamente o gasto energético matinal. 3. Exagerar no açúcar logo cedo Bolos prontos, achocolatados, cereais açucarados, pães com geleia e bebidas adoçadas elevam rapidamente a glicose no sangue. Depois, ocorre uma queda brusca, gerando mais fome e redução da disposição. Consequência: picos e quedas de insulina, lentidão metabólica e maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal. 4. Café da manhã pobre em proteínas Proteína é essencial para saciedade, controle de glicose, construção muscular e aceleração do metabolismo. Sem ela, o café da manhã se torna nutricionalmente fraco, gerando fome mais cedo. Exemplos de boas fontes: ovos, iogurte natural, queijos magros, tofu, pasta de amendoim, oleaginosas e proteína vegetal. 5. Comer alimentos ultraprocessados Biscoitos, salgadinhos, bolos industrializados, embutidos e margarinas possuem aditivos e gorduras que prejudicam o metabolismo. Além disso, costumam ser pobres em fibras e micronutrientes. 6. Falta de fibras no prato Fibras regulam o intestino, melhoram a digestão, ajudam no controle glicêmico e prolongam a saciedade. Um café da manhã sem fibras dificulta o trabalho digestivo e reduz o gasto energético. Boas escolhas: frutas, aveia, chia, linhaça, pães integrais, granola sem açúcar. 7. Comer muito pouco ou muito Tanto a falta quanto o excesso podem prejudicar o metabolismo. Muito pouco: corpo entra em alerta de economia. Muito: o organismo precisa armazenar o excedente como gordura. Manter um equilíbrio é essencial. 8. Não beber água pela manhã O corpo acorda desidratado após longas horas sem ingestão de líquidos. Isso prejudica a digestão, o funcionamento celular e desacelera processos metabólicos. Como montar um café da manhã ideal? Nutricionistas recomendam equilibrar: Proteína (ovos, iogurte, ricota, tofu) Fibras (frutas, aveia, sementes) Carboidratos complexos (pães integrais, tapioca com proteína, batata-doce) Gorduras boas (abacate, castanhas, pasta de amendoim) A combinação ajuda a ativar o metabolismo, manter a saciedade e melhorar a disposição. Por que o café da manhã influencia tanto no peso? A primeira refeição do dia é responsável por: Regular a glicose Ativar o gasto energético Reduzir fome e ansiedade Melhorar foco e rendimento Evitar picos de cortisol Manter massa muscular Quando feita de forma inadequada, pode desencadear um ciclo de fome, lentidão e acúmulo de gordura.