Assistir à TV permitirá ao telespectador descobrir possibilidades em um ambiente que já conhece, acessando serviços (Imagem gerada por IA) A inclusão digital é um dos pontos mais importantes da DTV+ porque ela passa a ser também uma porta de acesso a serviços proporcionados por esse formato e informação de qualidade. “Em um país como o Brasil, onde muitas pessoas ainda têm na TV aberta sua principal fonte de informação e entretenimento, garantir acesso democrático à nova tecnologia será essencial para evitar exclusão digital”, afirma o coordenador de Telecom da TV Tribuna, Daniel Netto. O diretor de Programação e Inteligência da TV Globo, Lauro Teixeira, lembra a importância de ampliar o acesso da população a novas experiências digitais sem exigir que o telespectador migre para ambientes pagos, aplicativos fechados ou serviços de streaming. “Vale lembrar que a DTV+ foi desenhada para funcionar de forma integrada com a internet, especialmente para entregar experiências mais completas, personalizadas e conectadas. Mas um ponto muito importante é que a tecnologia também considera recursos que podem ser transmitidos pelo próprio sinal digital aberto, radiodifundido pelo ar”, comenta Teixeira. Isso significa que a interatividade não precisa ficar restrita apenas a quem tem banda larga em casa. “Mesmo sem conexão à internet, o telespectador poderá ter acesso a determinadas informações, aplicações e recursos embarcados no sinal, dentro das possibilidades técnicas de cada geração da DTV+ e de cada equipamento compatível”, acrescente. “A internet amplia a experiência, permitindo recursos mais avançados, atualização dinâmica, personalização, segmentação, uso de perfis, retorno de dados e jornadas mais completas.” O profissional explica que a DTV+ pode ajudar a reduzir distâncias digitais ao levar recursos de navegação, participação, dados complementares e serviços interativos para dentro da experiência televisiva tradicional. “Na prática, o telespectador poderá acessar novas informações, participar de votações, consultar dados, interagir com conteúdos, receber serviços e viver experiências mais completas usando algo que já faz parte da rotina da maioria das famílias: a televisão e o controle remoto. Isso torna a tecnologia mais simples, mais intuitiva e menos excludente”, afirma. Educativo e cultural A inclusão digital pela DTV+ também tem valores educativo e cultural. “Ela aproxima públicos que talvez não tenham tanta familiaridade com aplicativos, plataformas digitais ou múltiplas telas de uma nova forma de interação com o conteúdo. A pessoa não precisa abandonar o hábito de assistir à TV; ela passa a descobrir novas possibilidades dentro de um ambiente que já conhece”, argumenta Lauro Teixeira. Outro ponto importante é que a DTV+ preserva a essência coletiva da TV aberta. “A inovação não chega apenas para quem está em plataformas pagas ou em ambientes digitais mais sofisticados. Ela nasce dentro de uma mídia de massa, gratuita e com enorme capilaridade nacional. Isso dá à DTV+ um papel social muito relevante: democratizar o acesso à interatividade, à informação qualificada e a novas formas de participação”, finaliza o diretor de Programação e Inteligência da TV Globo. Hábito não mudará, mas será diferente O uso dos recursos da DTV+ foi pensado para ser simples e intuitivo, define o diretor de Programação e Inteligência da TV Globo, Lauro Teixeira. “A ideia é que o telespectador não precise mudar completamente seu hábito de assistir à televisão. Ele continua acompanhando a programação normalmente pela TV aberta, mas passa a ter acesso a uma camada adicional de recursos interativos quando estiver usando um equipamento compatível”, afirma. Na DTV+, a navegação vai além dos menus tradicionais. “O próprio canal de TV aberta passa a funcionar como uma experiência conectada. Ao sintonizar a emissora, o telespectador acessa uma interface própria, integrada à transmissão, com recursos e conteúdos adicionais disponíveis diretamente na tela”, explica. Durante a programação, quando houver uma experiência interativa disponível, o telespectador poderá ser avisado na tela. Daí, “poderá acessar os recursos usando o controle remoto, de forma parecida com a navegação que já faz em menus de televisão: setas direcionais, botão OK, voltar e sair. Ou seja, não é uma experiência pensada para complicar, mas para ser natural dentro do ambiente da TV”. Nos jogos da Copa do Mundo, por exemplo, o público poderá acessar informações complementares da partida sem tirar o jogo do centro da experiência. “A grande mudança está justamente nessa simplicidade: a interatividade deixa de depender exclusivamente do celular, do computador ou de um aplicativo separado e passa a estar integrada à televisão aberta. O controle remoto se torna a porta de entrada para uma experiência mais rica, conectada e participativa.”