O incômodo tende a desaparecer sozinho e não está associado a inflamação, febre ou inchaço. (Divulgação / Freepík) As chamadas dores de crescimento são queixas comuns na infância e acometem, segundo estudos, até 37% das crianças. Embora o nome possa sugerir uma relação direta com o crescimento ósseo, especialistas explicam que a ciência ainda não encontrou uma causa exata para o problema. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A dor costuma aparecer no fim da tarde ou à noite, muitas vezes após um dia de brincadeiras, e atinge principalmente as pernas, nas coxas, panturrilhas ou atrás dos joelhos. O incômodo tende a desaparecer sozinho e não está associado a inflamação, febre ou inchaço. Por que acontece De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as dores de crescimento não têm relação direta com o aumento dos ossos. A principal hipótese é que estejam ligadas ao desgaste muscular causado pela atividade física intensa durante o dia. Outro fator importante é a sensibilidade do sistema nervoso infantil. Algumas crianças sentem dor com mais intensidade do que outras, especialmente durante períodos de crescimento rápido ou mudanças na rotina. Quando a dor preocupa Apesar de benignas, as dores de crescimento podem gerar apreensão nos pais. O alerta, segundo os pediatras, deve acender quando: A dor aparece apenas em um lado do corpo; O incômodo vem acompanhado de inchaço, vermelhidão ou febre; A criança acorda várias vezes à noite ou evita se movimentar; Há dificuldade para andar ou o desconforto persiste por muitos dias. Nesses casos, é essencial procurar um pediatra para descartar doenças ortopédicas, inflamatórias ou infecciosas que possam ter sintomas semelhantes. Como aliviar o desconforto Na maioria das vezes, o tratamento é simples e feito em casa. Médicos recomendam massagens leves nas pernas, compressas mornas e alongamentos suaves antes de dormir. Garantir uma rotina de sono regular, alimentação equilibrada e momentos de descanso também ajuda a reduzir os episódios. Medicamentos analgésicos só devem ser utilizados com orientação médica, especialmente se a dor for frequente ou muito intensa. Diagnóstico de exclusão Por não haver exames específicos que comprovem a dor de crescimento, o diagnóstico é feito por exclusão. Ou seja, o pediatra avalia o histórico clínico, os horários em que a dor aparece e o comportamento da criança. A boa notícia é que o problema desaparece naturalmente com o tempo, geralmente até o início da adolescência. Quando a informação ajuda a tranquilizar Muitos pais associam qualquer queixa de dor à possibilidade de uma doença grave. No entanto, entender que o incômodo pode fazer parte do desenvolvimento infantil é importante para evitar ansiedade desnecessária e garantir o acompanhamento adequado. Como reforça a Associação Brasileira de Pediatria, manter o diálogo aberto com o médico é a melhor forma de diferenciar o que é normal do que exige investigação.