(Divulgação/ FreePik) O chamado “divórcio cinza” — termo usado para definir separações entre pessoas com mais de 50 anos — vem crescendo de forma consistente no Brasil. Dados das Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 30% dos divórcios registrados no país envolvem casais nessa faixa etária. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para muitos, a decisão de terminar um casamento na maturidade é motivada por novas perspectivas de vida e desejo de realização pessoal. É o caso de Cláudia*, 56 anos, que decidiu se separar após 28 anos de casamento. “No início, foi assustador, mas percebi que merecia buscar minha felicidade. Hoje me sinto mais leve e independente”, conta. O divórcio nessa fase também exige atenção a questões práticas, como partilha de bens, aposentadoria e adaptação a uma rotina diferente. Especialistas em direito de família recomendam a mediação como ferramenta para tornar o processo menos conflituoso. “Planejar cada passo, buscar orientação jurídica e apoio emocional faz muita diferença”, explica a advogada Ana Souza, especialista em divórcios. Psicólogos destacam que esse tipo de separação pode ser uma oportunidade de redescoberta pessoal. “Muitas pessoas encontram novos hobbies, retomam amizades e até se aventuram em novos relacionamentos. É um momento de transformação”, afirma a psicóloga Fernanda Oliveira. O fenômeno do divórcio cinza acompanha tendências observadas em outros países e revela que nunca é tarde para reavaliar relacionamentos e buscar a própria felicidade, mesmo depois dos 50 anos.