Os hábitos noturnos estão diretamente ligados ao funcionamento emocional, segundo especialistas (Divulgação / FreePik) Você sabia que não basta apenas dormir oito horas por noite para se sentir descansado? Um estudo recente aponta que o horário em que você vai para a cama pode ser tão importante quanto a quantidade de sono. Pesquisadores afirmam que alinhar o sono ao relógio biológico aumenta a qualidade do descanso, melhora a memória, fortalece o sistema imunológico e reduz o risco de doenças crônicas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que diz a ciência Segundo uma pesquisa publicada na revista Sleep Health, o horário ideal para adormecer fica entre 22h e 23h para adultos. Dormir nesse período ajuda a sincronizar o ciclo circadiano — o relógio interno do corpo — com o ritmo natural de produção de hormônios, como a melatonina, responsável pelo sono profundo. O estudo revelou ainda que: Ir para a cama antes das 22h pode não ser adequado para quem tem hábitos mais noturnos, causando despertares mais frequentes. Adormecer após 23h aumenta o risco de distúrbios metabólicos, fadiga crônica e alterações de humor. Crianças e adolescentes precisam de horários ainda mais precoces devido ao desenvolvimento cerebral e físico. Relógio biológico e sono O ciclo circadiano regula não só o sono, mas também a temperatura corporal, a digestão e os níveis de alerta. Quando o horário de dormir está desalinhado: O corpo produz melatonina em momentos errados, dificultando o adormecer. A qualidade do sono diminui, mesmo com horas suficientes de descanso. A energia e a concentração durante o dia são comprometidas. Dormir no horário certo reforça os ritmos naturais do corpo, permitindo que a mente se recupere, a memória seja consolidada e o sistema imunológico se fortaleça. Pequenas mudanças na rotina podem ter impactos enormes na saúde. Consequências de dormir fora do horário ideal Dormir muito tarde ou de forma irregular pode causar: Cansaço extremo e dificuldade de concentração; Aumento da irritabilidade e alterações de humor; Maior risco de doenças cardíacas, obesidade e diabetes; Redução da produtividade e desempenho físico e mental.