Filha da atriz Flávia Alessandra, Giulia Costa expôs o transtorno que enfrenta nas redes sociais (Reprodução / Redes sociais) A atriz Giulia Costa trouxe à tona um tema ainda pouco discutido: a dermatilomania. O transtorno, também chamado de skin picking ou transtorno de escoriação, ganhou repercussão após a artista relatar publicamente episódios relacionados à condição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas, a dermatilomania é caracterizada pelo impulso repetitivo de cutucar, espremer ou manipular a própria pele, comportamento que pode provocar feridas, infecções e cicatrizes. O quadro costuma estar associado a ansiedade elevada, estresse e, em alguns casos, ao transtorno obsessivo-compulsivo. Relato que chamou atenção Nas redes sociais, Giulia contou que enfrentou crises intensas de ansiedade durante uma viagem internacional há cerca de três anos. Na ocasião, ela chegou a ferir as próprias mãos. Mesmo em um momento aparentemente feliz, a atriz afirmou que emocionalmente não estava bem, situação que especialistas dizem ser comum em transtornos de saúde mental. De acordo com médicos, o comportamento não é uma escolha consciente. Trata-se de um impulso difícil de controlar que funciona, muitas vezes, como tentativa de aliviar a tensão emocional. Cinco sinais de alerta: Lesões recorrentes na pele; Tentativas frustradas de parar o comportamento; Tempo excessivo mexendo na pele; Sentimentos de culpa ou vergonha após o ato; Impacto na vida social, com tentativas de esconder as marcas. Outro indício importante é o alívio momentâneo após cutucar a pele, seguido de frustração, formando um ciclo difícil de interromper. Quando procurar ajuda? Especialistas orientam buscar avaliação profissional quando o comportamento provoca ferimentos frequentes, sofrimento emocional ou prejuízo no dia a dia. O tratamento costuma envolver psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a identificar gatilhos e a controlar o impulso. Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados, especialmente quando há ansiedade ou depressão associadas. Quebrando o tabu Para médicos, relatos públicos como o de Giulia ajudam a reduzir o estigma e a ampliar a informação sobre o transtorno, que muitas vezes passa anos sem diagnóstico. Falar sobre o tema é visto como passo importante para que mais pessoas reconheçam os sinais e procurem ajuda especializada.