Participar de grupos de apoio e buscar ajuda psicológica é fundamental para manter a saúde mental de familiares e cuidadores (Divulgalção / Freepik) Imagine visitar um ente querido e, de repente, perceber que ele não sabe mais quem você é. Essa é uma realidade dolorosa para muitas famílias que convivem com a demência — condição que engloba doenças como Alzheimer, demência vascular, demência frontotemporal, entre outras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A perda de reconhecimento é um marco de progressão da doença e pode causar sofrimento intenso não apenas no paciente, mas também em filhos, netos, cônjuges e amigos próximos. Entender o que está acontecendo é o primeiro passo para lidar com a situação de forma mais saudável. Por que isso acontece? Na demência, áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo reconhecimento facial são gradualmente afetadas. Essa deterioração pode ocorrer em diferentes velocidades, dependendo do tipo de demência e do histórico de saúde do paciente. Segundo especialistas, essa dificuldade de reconhecer familiares não significa falta de amor ou afeto, mas sim uma consequência direta da degeneração neuronal. O impacto emocional na família Para filhos e parceiros, ouvir frases como “Quem é você?” pode ser devastador. É comum que familiares experimentem sentimentos de tristeza, frustração, impotência e até culpa. É essencial compreender que a doença é a responsável por essa mudança e não a vontade do paciente. O que fazer nesse momento 1. Mantenha a calma e evite insistir Insistir para que o paciente “lembre” pode gerar mais confusão e ansiedade. É melhor mudar de assunto ou criar um ambiente de acolhimento. 2. Apresente-se de forma simples Ao entrar no ambiente, diga seu nome e a relação que tem com o paciente, por exemplo: “Oi, mãe, sou a Ana, sua filha.” 3. Use pistas visuais e táteis Álbuns de fotos, músicas favoritas e objetos significativos podem despertar memórias e conexões emocionais. 4. Mantenha uma rotina previsível Horários regulares para refeições, atividades e descanso ajudam a reduzir a confusão e a agitação. 5. Procure apoio profissional Neurologistas, geriatras e psicólogos especializados podem orientar sobre estratégias de comunicação e cuidados diários.