Teixeira, presidente da Assecob: cidades precisam de novas moradias (Alexsander Ferraz/ AT) Entidade que nasceu há 45 anos, a serem completados na próxima quinta-feira (16), a Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob) olha para o passado, sem deixar de lado o futuro - e, em especial, os inúmeros desafios que vêm de longe. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Juros elevados, insegurança jurídica e instabilidade econômica fazem parte dos desafios enfrentados há décadas pelo empresariado brasileiro. A construção civil, por ser uma atividade que exige investimentos de longo prazo, previsibilidade e segurança para a tomada de decisões, é impactada por esse cenário. Apesar dessas dificuldades, a construção civil tem demonstrado grande capacidade de adaptação e resiliência”, afirma o presidente da Assecob, Matheus Teixeira. Para ele, a demanda por novas moradias permanece elevada, impulsionada pelo crescimento das cidades, pela formação de novos arranjos familiares, pela necessidade de substituição ou melhoria da moradia atual e pelas transformações no perfil dos consumidores. Ele lembra que a Assecob mantém participação ativa em conselhos municipais e espaços de discussão sobre habitação, desenvolvimento urbano, patrimônio histórico e cultural e meio ambiente, além de construir, ao longo de sua trajetória, importantes relações institucionais com entidades representativas da construção civil, do mercado imobiliário e do setor produtivo. “Chegamos aos 45 anos com representatividade, capacidade de diálogo e presença ativa nas principais discussões sobre o desenvolvimento regional. É uma conquista construída por sucessivas diretorias que sempre defenderam a importância do associativismo e da união do setor”. Falta de espaços Presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Ricardo Beschizza, aponta que, diante da escassez de terrenos disponíveis e dos elevados valores das áreas próximas às praias, existe a necessidade de percorrer o caminho inverso, rumo à região central, promovendo a renovação e a reocupação de áreas com boa estrutura para receber novas habitações. “A renovação urbana é fundamental para uma cidade com território insular limitado. Precisamos discutir instrumentos urbanísticos capazes de estimular novos investimentos, recuperar áreas degradadas, modernizar imóveis e permitir o melhor aproveitamento da infraestrutura existente. A legislação municipal deve acompanhar as transformações da sociedade, os avanços tecnológicos e as novas formas de morar”, afirma Teixeira. Associação organizou atuação institucional Uma cidade que sempre teve uma forte tendência associativa, com diversas organizações. Nesse contexto, surgiu a Assecob para auxiliar as empresas da construção civil, desde legislação até questões de financiamento. O primeiro presidente foi o advogado Adriano Ventura, cujo pai era construtor. O relato é de um dos fundadores da entidade, José Marcelo Ferreira Marques. “Ao final das duas gestões do Adriano, nós trouxemos para a cidade a representação sindical do Sinduscon e do Secovi-SP. Foi toda uma organização do setor que passou a existir”. A Assecob também é lembrada por sua participação no debate político - este ano, apoiará as sabatinas com os candidatos a presidente, governador e seus vices, além dos postulantes ao Senado, ao lado do Grupo Tribuna, Associação Comercial de Santos e OAB-Santos. “A entidade participou de importantes discussões políticas, inclusive em parceria com A Tribuna, em encontros realizados no Teatro do Sesc-Santos”, diz o presidente do Conselho Deliberativo da Assecob, Ricardo Beschizza. Quem também lembra dessa atuação é Omar Laino, que presidiu a Assecob entre 1989 e 1992. “Também tivemos a oportunidade de ouvir candidatos a presidente em 1989, como Fernando Collor, Mário Covas e Ronaldo Caiado”. Segundo ele, o entendimento com o poder público era pleno, numa atuação institucional. “A construção civil é uma das atividades econômicas mais importantes da nossa região, e a Assecob sempre teve um papel importante de diálogo”.