(Alexsander Ferraz/AT) A primeira impressão é a que fica. A frase é surrada, mas real e vale para tudo, incluindo os automóveis. Um veículo com pintura impecável e brilhando chama a atenção logo. Quando a pessoa entra, vem a segunda impressão. E ela tem que permanecer também. Manter o estofado sempre novinho também valoriza o carro. “O segredo para manter o estofado em perfeito estado são as manutenções regulares e preventivas. Assim como limpar o estofado periodicamente com produtos adequados, evitar exposição excessiva ao sol e ao calor, usar capas protetoras em situações de desgaste, como viagens longas, e evitar consumir alimentos e bebidas no carro. Além disso, realizar higienização completa e profissional pelo menos uma vez ao ano ajuda a prevenir manchas, odores e o desgaste prematuro do material”, alerta Jorge Padilha, sócio proprietário da Tapeçaria Nova Art’s, na Cidade Náutica, em São Vicente. Diretor da Garcia Estética Automotiva, na Aparecida, em Santos, o diretor Deivlin Garcia vai na mesma linha e especifica outras condutas que têm de ser evitadas em nome da saúde. "Além de não comer dentro do veículo, pois alimentos podem causar manchas e atrair insetos, é recomendável não fumar no interior do carro, pois o cigarro pode deixar cheiro impregnado e com manchas difíceis de remover. Além da parte estética e visual, isso é fundamental para a saúde dos ocupantes”, alerta. Cuidado, conforto e elegância Cuidar do estofado não é necessário somente para quem usa atualmente o automóvel. Na hora da venda do carro, essas condições serão bem observadas pelo interessado. “Bancos novos ou bem cuidados valorizam significativamente o veículo. O interior é uma das primeiras coisas que um comprador observa, e bancos em bom estado transmitem sensação de cuidado, conforto e elegância. Isso não apenas agrega valor financeiro ao carro, mas também cria um impacto visual que ajuda na venda. Além disso, bancos novos ou restaurados com materiais premium aumentam a percepção de qualidade do veículo”, argumenta Padilha. De olho Bancos de tecido: É importante aspirar regularmente para evitar o acúmulo de poeira e sujeira que podem desgastar o tecido. Manchas devem ser removidas imediatamente com produtos específicos para tecidos automotivos, evitando esfregar com força para não danificar as fibras. Bancos de couro: Devem ser limpos com produtos específicos que não agridam o material, seguidos da aplicação de hidratantes para couro a cada três meses. Isso evita o ressecamento e rachaduras causadas pela exposição ao sol ou ao tempo seco. Nunca use produtos domésticos, como detergente ou álcool, pois eles podem manchar ou endurecer o couro. Manchas, furos e rasgos? Tudo isso tem jeito de resolver Manchas no estofamento do automóvel não são o fim do mundo para o proprietário, garante o diretor da Garcia Estética Automotiva, Deivlin Garcia. “É possível remover manchas dos estofados do veículo utilizando métodos e produtos adequados. A escolha da técnica depende do tipo de mancha e do material do estofado, como as de alimentos e bebidas (café, refrigerantes e molhos), de gordura (óleos e manteiga), de tinta, como as de canetas, e até mesmo as biológicas, como sangue, vômito e urina”, afirma. O sócio proprietário da Tapeçaria Nova Art’s, Jorge Padilha, recomenda que, para manchas em tecido, sejam usados limpadores automotivos à base de espuma ou extratoras profissionais, que conseguem remover até manchas mais profundas. “Produtos específicos para tecido, como APC (All Purpose Cleaner) diluído na proporção correta, são ideais”, especifica. Já para as manchas em couro geralmente utiliza-se um limpador suave para couro combinado com escovas de cerdas macias. “Após a limpeza, aplica-se hidratante para restaurar a maciez e brilho natural do couro. É importante sempre realizar um teste em uma área pequena antes de aplicar qualquer produto”, recomenda. Para furos e rasgos, também não há motivo para desespero, lembra Padilha. “Há técnicas avançadas de reparo que incluem aplicação de resinas para pequenos furos, costura especializada para cortes maiores e substituição de partes do material danificado. Em casos mais graves, pode ser feita a troca completa do revestimento. O resultado final é praticamente imperceptível, garantindo que o banco volte ao padrão original”, explica.