Carro sempre na reserva é ruim porque, com pouco combustível, fica mais espaço para o combustível evaporar (FreePik) O ato de dirigir é encarado como um prazer por muitos motoristas. Por anos a fio, eles conduzem seus carros para todos os lugares. Porém, essa vivência ao volante, em diversas situações, acaba gerando alguns vícios de conduta, o que afeta seriamente o desempenho do carro - e causa gastos desnecessários. Para evitar problemas desse, A Tribuna traz, com a ajuda do diretor do Grupo Akta Motors, Gustavo Gutfryd, dicas para não maltratar seu carro. Carro sempre na reserva Esse hábito é ruim porque, com pouco combustível, fica mais espaço para o combustível evaporar. Então, o ideal é trafegar sempre com o tanque com três quartos da capacidade ou mais. Quanto mais vazio o tanque, mais o combustível evapora. Encher o tanque até a boca Depois do primeiro desacionamento da bomba, se encher demais, o tanque pode, com o balanço do carro, vazar pelo respiro (sistema que ajuda a controlar a pressão interna do tanque de combustível ou do motor). Assim, se perde um pouco de combustível e ainda pode haver vazamento pelo bocal, fazendo com que manche a pintura. Isso é mais remoto, porque os carros mais modernos têm respiro. Esterçar o veículo até o final Isso força a bomba da direção hidráulica. Hoje em dia, a maioria dos carros tem direção elétrica, mas é recomendado que não vire o volante até o final e segure, evitando prejuízo à bomba. Lombada ou valeta na diagonal Isso força a carroceria do carro, principalmente quando o veículo é blindado. Por isso, não é recomendável que se passe na diagonal, mas sempre com as duas rodas simultâneas. Descer a serra na banguela Isso é prejudicial para o sistema de freio do carro porque o sobrecarrega, principalmente para carro automático, gastando mais pastilha, superaquecendo o sistema e podendo empenar os discos de freio. O motorista vai perceber, quando fizer uma frenagem mais severa, que o volante trepida. Isso acontece porque ele superaqueceu o sistema de freio. Tentar enfrentar enchente Uma situação em que o motorista acaba assumindo a responsabilidade de qualquer dano. O seguro não paga se houver um sinistro quando o motorista tenha tentado atravessar a enchente por conta e risco. Então, ao ver um alagamento, o ideal é parar, dar marcha à ré e sair ou aguardar a água baixar. Embreagem como descanso de pé Essa é uma mania que acaba com a embreagem do carro. Porque, por mais que o motorista não perceba, quando apoia o pé na embreagem, está fazendo fricção no sistema. Dessa forma, ele acaba desgastando-a com muita brevidade. Marcha no tempo errado Acaba forçando o veículo ao colocar uma marcha muito alta com velocidade baixa. Isso força o carro - dá para escutar uma “batida de pino”, porque o giro está muito baixo. E, se esticar muito a marcha, acaba tendo um consumo de combustível excessivo. Deixar de calibrar os pneus Usar o pneu muito murcho vai acabar “comendo” a borda dele. Se estiver muito cheio, vai acabar “comendo” o centro. O pneu desgasta de forma irregular - sem contar que o murcho aumenta o consumo, e o pneu muito cheio diminui o conforto, pois o veículo fica muito duro. Carro muito cheio Isso pode sobrecarregar o sistema de freio do carro. O veículo é feito para uma determinada capacidade de carga. Se você carrega demais, pode sobrecarregar a frenagem, a suspensão e até provocar um acidente, porque o veículo não foi dimensionado para carregar mais do que o peso que o fabricante recomenda.