(Divulgação / Freepik) Muitas pessoas acreditam que basta lavar verduras em água corrente ou mergulhá-las em vinagre, limão ou bicarbonato para que fiquem seguras. No entanto, especialistas e órgãos como a ANVISA e o Ministério da Saúde alertam que esses métodos não eliminam completamente microorganismos patogênicos e podem oferecer risco à saúde. A maneira mais eficaz envolve água potável, produtos sanitizantes autorizados e etapas essenciais que garantem a segurança alimentar. Veja como fazer corretamente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! 1. Selecione e descarte o que não serve Retire imediatamente partes danificadas — folhas amareladas, partes amolecidas ou com sinais visíveis de deterioração. Isso evita proliferação de bactérias e facilita a limpeza. 2. Lavagem inicial com água corrente Lave cada folha, fruta e legume individualmente, usando apenas água potável corrente. Isso ajuda a eliminar sujeiras visíveis, como terra, insetos e resíduos agrícolas. 3. Desinfecção com solução clorada Prepare uma solução com hipoclorito de sódio (água sanitária sem perfumes ou aditivos): 1 colher de sopa rasa (≈10 ml) de hipoclorito com 2–2,5 % de cloro ativo para cada litro de água. Em cozinhas industriais, indica-se solução entre 100–250 ppm. Mergulhe os vegetais por 10 a 15 minutos, garantindo que fiquem totalmente submersos. 4. Enxágue abundante Após o tempo de imersão, enxágue tudo com água corrente potável, até remover todo resíduo do sanitizante. 5. Cuidados de armazenamento Seque os vegetais bem antes de guardar. Armazenar itens úmidos facilita o aparecimento de fungos e bactérias. Mantenha-os refrigerados e em recipientes limpos e secos. Por que vinagre, limão ou bicarbonato não são suficientes Mesmo em altas concentrações, soluções caseiras como vinagre, limão ou bicarbonato não garantem a eliminação de todos os microrganismos perigosos, como Salmonella, E. coli ou parasitas. 7. Dicas extras úteis Instale uma escovinha exclusiva para cascas mais resistentes — essa medida complementa o processo de limpeza com vinagre ou bicarbonato em escolas ou serviços de refeição. Higienize o ambiente antes: lave as mãos, mantenha utensílios limpos e evite usar a mesma tábua de carnes e vegetais. Confirme a composição da água sanitária: procure marcas que informem “cloro ativo para alimentos” e evite aquelas com perfumes, alvejantes ou outras substâncias tóxicas. Por que esse método é essencial Mais de 40% dos surtos alimentares têm origem em alimentos mal higienizados ou manipulados inadequadamente. Seguir o protocolo ideal reduz riscos de contaminações por Salmonella, E. coli, hepatite, giardíase, entre outros.