Distribuir o consumo ao longo das refeições ajuda o corpo a aproveitar melhor o nutriente (Divulgação) Nos últimos anos, proliferaram no mercado alimentos e lanches prontos, barras de proteína, shakes, snacks industrializados, com o rótulo de “ricos em proteína”, frequentemente vistos como uma opção prática e saudável no dia a dia. Esses produtos não devem ser consumidos todos os dias e o consumo exagerado de proteína pode trazer riscos à saúde. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A proteína continua essencial para funções vitais do corpo como construção e manutenção muscular, formação de enzimas e hormônios e reparo de tecidos. Mas, especialistas defendem que uma dieta equilibrada, com variedade e moderação, é mais saudável do que depender de fórmulas prontas ou consumir proteína em excesso. O que dizem os especialistas: por que nem sempre proteína é sinônimo de saúde Um consumo elevado e constante de proteína — especialmente de fontes processadas ou carnes vermelhas — já foi associado a maior risco de doenças cardiovasculares, problemas renais e prejuízo à saúde intestinal. Dietas muito ricas em proteína podem sobrecarregar os rins já que o organismo precisa processar o excesso de resíduos nitrogenados, o que representa um risco potencial sobretudo para quem tem histórico de doenças renais. Também há alertas sobre a redução do consumo de fibras, vitaminas e minerais quando a alimentação foca demais em proteína, hábito que pode prejudicar a digestão, a saúde intestinal e a prevenção de doenças crônicas. Alimentos ultraprocessados “fortificados” com proteína muitas vezes incluem gordura, sódio e aditivos, o que diminui seus benefícios nutricionais e pode induzir escolhas menos saudáveis. Quando faz sentido incluir proteína no dia a dia e como fazer com equilíbrio A ingestão diária recomendada de proteína varia conforme o peso corporal, a idade e o nível de atividade física. Para adultos com rotina moderada, a necessidade costuma ser atingida com uma dieta equilibrada, sem necessidade de suplementação constante. Fontes naturais e variadas, carnes magras, peixes, ovos, leguminosas, grãos integrais, laticínios e vegetais, são preferíveis às versões industrializadas ou “enriquecidas”. Para quem pratica atividades físicas intensas ou busca recuperação muscular, a proteína continua sendo importante. Mas o excesso regular deve ser evitado, especialmente sem orientação nutricional adequada. Enquanto os benefícios da proteína, construção muscular, reparo e manutenção do corpo, são indiscutíveis, o consumo exagerado e constante de “alimentos práticos” ricos em proteína nem sempre é garantia de saúde. A deturpação desse nutriente em excesso, sobretudo via produtos industrializados, pode acarretar efeitos adversos, como sobrecarga renal, problemas digestivos e desequilíbrio nutricional. Para a maioria das pessoas, uma alimentação variada e equilibrada continua sendo o melhor caminho. Incluir proteína natural, vegetais, legumes e fibras todos os dias traz mais segurança e equilíbrio do que apostar apenas em lanches ou suplementos.