A pimenta é uma aliada interessante para quem busca uma alimentação mais saudável e, de quebra, um metabolismo ligeiramente mais acelerado (Divulgação) Para muita gente, comer pimenta é um prazer que vem acompanhado de uma sensação intensa: o calor que invade o corpo, o suor na testa e o coração que bate mais rápido. Mas, além da emoção na mesa, há quem garanta que a pimenta também ajuda a emagrecer. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essa ideia tem ganhado força nas redes sociais, com vídeos e dietas prometendo resultados rápidos ao incluir o condimento no cardápio diário. Mas será que comer pimenta realmente faz perder peso? A resposta envolve bioquímica, metabolismo e um composto chamado capsaicina. O que acontece no corpo quando comemos pimenta? A responsável pela ardência característica é a capsaicina, substância presente em diferentes tipos de pimenta, como a malagueta, dedo-de-moça, jalapeño e cayenne. Quando ingerida, ela ativa receptores de dor na boca e no trato digestivo, o que o cérebro interpreta como calor. Esse processo desencadeia uma série de reações no organismo: Aumento da temperatura corporal (termogênese); Aceleração dos batimentos cardíacos; Maior gasto energético momentâneo; Liberação de endorfina e adrenalina, que geram sensação de bem-estar. De acordo com estudos publicados no Journal of Nutritional Science e no Appetite, a capsaicina pode elevar o metabolismo em até 8% por algumas horas após o consumo — o que, teoricamente, ajuda a queimar mais calorias. A pimenta tem efeito termogênico, ou seja, aumenta a temperatura corporal e o gasto energético. Mas isso não significa que ela emagrece por si só, segundo especialistas em nutrição clínica. Pimenta e emagrecimento: mito ou verdade? A ciência indica que o consumo regular de pimenta pode contribuir para o emagrecimento como parte de uma dieta equilibrada e associada à prática de atividade física. A capsaicina pode diminuir o apetite e aumentar a oxidação de gordura, mas o efeito é discreto. Não existe “pimenta milagrosa” capaz de substituir uma alimentação saudável. Segundo um estudo da Universidade de Maastricht (Holanda), pessoas que ingeriram 2 mg de capsaicina por refeição sentiram redução no desejo de comer alimentos gordurosos. Em outro, da Universidade de Wyoming (EUA), os pesquisadores observaram que o composto pode impedir que o corpo transforme calorias em tecido adiposo. Outros benefícios da pimenta Além do possível apoio à perda de peso, a pimenta oferece uma série de vantagens à saúde, especialmente quando consumida com moderação: Melhora da digestão: estimula a produção de sucos gástricos; Ação antioxidante: ajuda a combater radicais livres; Saúde cardiovascular: estudos sugerem que o consumo regular pode reduzir o risco de doenças cardíacas; Liberação de endorfinas: causa sensação de prazer e reduz o estresse; Ação anti-inflamatória: a capsaicina ajuda a aliviar dores musculares e nas articulações. Mas atenção: nem todo mundo deve abusar da pimenta Apesar dos benefícios, o excesso pode causar desconfortos — especialmente em pessoas com gastrite, refluxo, úlcera ou síndrome do intestino irritável. O ideal é introduzir pequenas quantidades e observar a reação do organismo. Além disso, especialistas alertam que a pimenta não substitui nenhum tratamento médico ou nutricional e deve ser vista apenas como um coadjuvante no processo de emagrecimento e bem-estar. Como incluir pimenta na dieta de forma equilibrada Para aproveitar os benefícios sem exageros, os nutricionistas recomendam: Adicionar pequenas quantidades às refeições, especialmente em carnes magras, saladas e molhos; Variar os tipos de pimenta, optando pelas menos ardidas, como biquinho e jalapeño, se você for iniciante; Evitar molhos industrializados, que costumam conter muito sal e conservantes; Associar o consumo a uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e proteínas magras.