O iogurte é um ótimo aliado para quem quer manter uma alimentação equilibrada, desde que seja natural (Divulgação) Ele está em quase todas as geladeiras, é versátil e tem fama de saudável. Mas será que comer iogurte todos os dias é realmente bom para a saúde? A resposta, segundo nutricionistas e estudos científicos, é sim, desde que o produto certo seja escolhido. Consumido com moderação e atenção aos rótulos, o iogurte pode contribuir para o equilíbrio intestinal, a saúde óssea e até o controle do peso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um alimento milenar e funcional Originário de regiões da Ásia e do Oriente Médio, o iogurte é consumido há milhares de anos. Sua base é simples, leite fermentado por bactérias específicas, mas o efeito no organismo é poderoso. De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), ele é considerado um alimento funcional, ou seja, fornece nutrientes essenciais e benefícios extras ao corpo. A fermentação ocorre pela ação de microrganismos como Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus, que transformam a lactose em ácido lático. Esse processo facilita a digestão e ajuda a equilibrar a flora intestinal. O iogurte é um dos poucos alimentos industrializados que realmente têm potencial de melhorar a saúde intestinal, desde que contenha culturas vivas e ativas. Benefícios comprovados pela ciência Estudos publicados no British Journal of Nutrition e no American Journal of Clinical Nutrition apontam uma série de benefícios associados ao consumo regular de iogurte: Melhora da digestão e do trânsito intestinal: os probióticos presentes em iogurtes naturais ajudam na manutenção de uma microbiota intestinal saudável. Fortalecimento dos ossos e dentes: o alimento é uma excelente fonte de cálcio, fósforo e proteínas. Apoio ao sistema imunológico: a saúde intestinal está diretamente ligada à imunidade. Ajuda no controle do peso: versões com baixo teor de gordura e sem adição de açúcar aumentam a saciedade e ajudam a evitar picos de glicose. Redução do risco de doenças metabólicas: estudos observacionais relacionam o consumo frequente de iogurte natural a menor incidência de diabetes tipo 2 e hipertensão. Um levantamento da Harvard T.H. Chan School of Public Health destacou que pessoas que consomem iogurte regularmente tendem a ter índices menores de gordura corporal e melhor qualidade alimentar. Nem todo iogurte é igual O alerta dos especialistas, no entanto, é claro: nem toda versão disponível no mercado é saudável. Iogurtes adoçados, com sabor artificial, caldas, cereais ou corantes podem conter tanto açúcar quanto um refrigerante. Alguns produtos vendidos como iogurte têm mais açúcar do que nutrientes. O ideal é observar o rótulo: o leite e as culturas vivas devem vir entre os primeiros ingredientes, orienta Renata. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar o consumo diário de açúcares adicionados a menos de 10% das calorias totais, o que muitos iogurtes industrializados ultrapassam facilmente. O que acontece se você comer iogurte todos os dias Comer iogurte diariamente pode trazer efeitos positivos duradouros, desde que haja equilíbrio e qualidade: Em uma semana: melhora na digestão e menos inchaço abdominal. Em um mês: fortalecimento da microbiota intestinal, com impacto positivo no humor e na imunidade. Em longo prazo: benefícios ósseos, melhor controle do peso e redução de marcadores inflamatórios. Mas há exceções. Pessoas com intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite devem buscar versões sem lactose ou alternativas vegetais, como iogurtes à base de coco, amêndoas ou soja. Dicas para escolher o iogurte ideal Prefira o natural integral ou desnatado: eles têm apenas leite e fermentos lácteos. Verifique o teor de açúcar: evite versões com mais de 10 g de açúcar por porção. Procure por “culturas vivas e ativas” no rótulo — são elas que garantem o efeito probiótico. Atenção aos aromatizantes e espessantes: quanto menos ingredientes, melhor. Combine com frutas e fibras: adicione banana, mamão ou aveia para potencializar os efeitos no intestino. E quanto aos iogurtes gregos? O iogurte grego, mais espesso e cremoso, passa por um processo de filtragem que retira parte do soro do leite, deixando-o mais concentrado em proteínas e com menos carboidratos. Ele é uma excelente opção para quem busca saciedade e recuperação muscular após o treino. Entretanto, também é preciso cuidado: algumas marcas adicionam grandes quantidades de creme de leite e açúcar para intensificar o sabor. Sempre verifique os ingredientes.