O estresse emocional, ansiedade e eventos traumáticos podem estar ligados ao surgimento de lesões na pele (Divulgação) Quando o corpo reflete o sofrimento da mente, muitos leitores podem se perguntar: como emoções e traumas psicológicos influenciam a saúde da pele? Pesquisas médicas mostram que o estresse emocional, ansiedade, eventos traumáticos e desequilíbrios psicológicos podem estar ligados ao surgimento, agravamento ou piora de diversas condições dermatológicas. A relação entre a mente e a pele é alvo de estudo da psicodermatologia, uma área que explora esses efeitos integrados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A pele é o maior órgão do corpo humano e está diretamente ligada ao sistema nervoso central, o que torna suas respostas sensíveis a fatores emocionais e psicológicos. Isso ocorre porque estímulos emocionais influenciam hormônios, neurotransmissores e o funcionamento do sistema imunológico, podendo alterar a barreira cutânea e desencadear inflamações. Algumas condições de pele são particularmente associadas ao que especialistas chamam de fatores psicossomáticos, quando aspectos psicológicos influenciam ou agravam sintomas físicos. Isso inclui dermatite atópica, psoríase, acne, urticária, líquen simples crônico e outras inflamações cutâneas que se manifestam com coceira, vermelhidão e desconforto. Segundo dermatologistas e psicólogos, situações de estresse prolongado, ansiedade intensa, traumas emocionais e até eventos vividos na infância podem desencadear respostas no corpo, inclusive na pele. Em casos de trauma psicológico, o organismo pode reagir com sintomas cutâneos inexplicáveis ou que não respondem facilmente a tratamentos tradicionais, levantando a necessidade de uma abordagem mais ampla. Alguns estudos médicos sugerem que o sofrimento emocional esteja ligado incluso à alteração de mecanismos imunológicos e hormonais que regulam respostas inflamatórias, o que pode explicar por que pessoas em situações de grande estresse podem apresentar crises mais severas de certas dermatoses. Especialistas também destacam que o impacto psicológico de manchas, erupções e desconfortos na pele pode, por si só, interferir no bem-estar emocional, criando um ciclo difícil de romper entre mente e corpo. Isso pode afetar a autoestima, provocar isolamento social ou ansiedade em situações cotidianas, como contato com outras pessoas ou exposição pública. Para quem enfrenta esse tipo de condição, médicos e profissionais de saúde recomendam uma abordagem integrada, que considere não apenas medicamentos e cuidados dermatológicos, mas também apoio psicológico ou terapias que ajudem a lidar com o estresse e com traumas emocionais. Integrar cuidados com o corpo e com a mente tem se mostrado uma estratégia eficaz para muitos pacientes.