Atualmente existem inúmeros aplicativos ligados ao esporte e ao bem-estar (FreePik) Aliado em muitas situações do cotidiano, o celular também ocupa essa condição na saúde. Por intermédio dele, é possível monitorar atividades físicas, controlar a alimentação, praticar meditação, monitorar o sono e até ser lembrado de ações simples, como beber água. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Aplicativos de saúde e bem-estar aproveitam essa conectividade para: personalizar treinos e dietas; incentivar hábitos como pausas ativas e caminhadas diárias; criar uma rede de apoio com outras pessoas buscando os mesmos objetivos e gamificar o processo, trazendo mais motivação e diversão. Essa combinação de acessibilidade, personalização e incentivo torna o celular uma ferramenta poderosa para quem quer construir e manter hábitos saudáveis”, afirma o engenheiro e professor da Unisanta no curso de Sistemas de Informação e Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Luis Fernando Bueno Mauá. Mais populares Os três aplicativos mais populares estão presentes no uso de Smartwatch, aquele relógio inteligente que se conecta a vários dispositivos, segundo Mauá. Todos possuem mais de 500 milhões de downloads. Um dos mais completos e integrados do mercado é o Apple Health, com grande base de usuários do Apple Watch. Batimentos cardíacos, qualidade do sono, níveis de oxigênio, atividades físicas, saúde menstrual e atenção plena (mindfulness) estão entre os serviços. Outro é o Samsung Health, igualmente popular por vir pré-instalado em smartphones da marca e estar integrado com a linha de relógios Galaxy Watch. Monitorar atividades físicas em tempo real, analisar batimentos cardíacos, sono, estresse e oxigênio no sangue, medir composição corporal (em alguns modelos avançados de relógio) e registrar alimentação, ingestão de água e hábitos diários integram o pacote. Já o Google Fit é a plataforma de saúde oficial do Google. Embora não venha pré-instalado em todos os celulares, ele é amplamente adotado por ser compatível com diversos smartwatches com Wear OS (como TicWatch, Pixel Watch e Fossil). Ele registra Pontos cardio (uma métrica própria do Google), frequência cardíaca (via smartwatch) e tem integração com apps como Strava, MyFitnessPal, Nike Run Club, entre outros. O coordenador da Faculdade de Educação Física e Esporte (Fefesp), da Unisanta, Nicolau Teixeira Ramos (Vanessa Rodrigues/ AT) Orientação profissional é essencial O coordenador da Faculdade de Educação Física e Esporte (Fefesp) da Unisanta, Nicolau Teixeira Ramos, não nega a ajuda trazida pelos aplicativos, desde que ela venha junto com a orientação de um profissional formado em Educação física e da nutrição. “Todos nós somos individuais. Nós somos diferentes um do outro. Então, qualquer tipo de treinamento ou atividade física tem que ser adaptada para cada um, de acordo com idade, lesões e dificuldades físicas e motoras. Também temos questões pessoais de horas de trabalho: umas trabalham mais, outras menos. Então, tudo isso tem que ser levado em consideração. E quem vai fazer esse questionário para cada pessoa será o profissional da área, que também pode indicar o aplicativo”, define. Ramos lembra que não existe milagre e que o aplicativo vai resolver tudo sozinho. “Ele não vai ver se você está fazendo corretamente o exercício nem se você está com postura errada ou com uma carga errada, o que pode te ocasionar lesões leves ou graves. Temos que tomar muito cuidado com isso”. O coordenador da Fefesp também chama a atenção para a parte motivacional. “A tecnologia vai ajudar as pessoas como tudo na vida e está colaborando nessa questão. Um aplicativo pode motivar algumas pessoas, mas a grande maioria precisa ainda de uma pessoa pegando no pé e cobrando, incentivando a fazer o treinamento”. Metaverso Além do celular, o engenheiro e professor da Unisanta no curso de Sistemas de Informação e Análise de Desenvolvimento de Sistemas, Luis Fernando Bueno Mauá, também utiliza apps do Metaverso como ferramenta para manter hábitos saudáveis. “Uso os do MetaQuest para treinar, e eles têm um papel muito especial na minha rotina”, afirma. Mauá teve lesão no joelho praticando tênis e basquete, esportes que sempre fizeram parte da vida dele. Após o problema, o medo de novos impactos dificultava o retorno dele às quadras. Foi aí que o Metaverso entrou como um verdadeiro aliado. “Usando aplicativos esportivos no MetaQuest, consegui treinar de forma virtual, replicando os movimentos típicos do tênis e do basquete, trabalhar coordenação motora, reflexos e movimentos articulares, mas sem o risco de sobrecarga nos joelhos e reviver a sensação de estar em uma quadra, o que aumentou minha motivação e acelerou meu processo de reabilitação”, descreve. Baixo impacto e variedade O lado positivo dos esportes no Metaverso, lembra o professor, é o baixo impacto nas articulações – ideal para quem se recupera de lesões – motivação emocional – por promover a sensação de ‘estar voltando’ para o esporte – além da diversão e engajamento, mantendo o corpo ativo sem os riscos tradicionais. No Metaverso, é possível reproduzir de forma imersiva várias práticas de saúde e esporte, entre elas a de esportes tradicionais (como tênis, basquete, futebol, boxe e tênis de mesa), atividades de condicionamento físico (como treinos de cardio, força muscular, HIIT, yoga e alongamentos funcionais), rotinas de bem-estar (meditação guiada, exercícios de respiração, alongamento consciente e programas de relaxamento) e treinamentos específicos (reabilitação física, fortalecimento muscular direcionado e exercícios de propriocepção). “Essas simulações permitem treinar em ambientes controlados e seguros, ajustando o nível de intensidade e respeitando as necessidades específicas de cada praticante — seja ele um atleta, uma pessoa em recuperação ou alguém buscando qualidade de vida. O Metaverso abre uma nova era para o condicionamento físico e o bem-estar, democratizando o acesso à prática esportiva de forma divertida, inclusiva e altamente motivadora”, finaliza Mauá.