(Adobe Stock e Reprodução) Vistos aos montes naqueles filmes antigos futuristas que tentavam projetar como seria o século 21, os carros voadores deixaram de ser apenas um sonho da ficção científica e já são realidade. Hoje, existem protótipos funcionais e até algumas empresas se preparando para a comercialização. No entanto, eles são bem diferentes do que imaginávamos naquelas produções. “Atualmente, a maioria dos modelos é baseada em eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical), que se parecem mais com drones gigantes do que com carros convencionais. Também existem modelos híbridos, que combinam características de carro e avião, como o AirCar da Klein Vision”, detalha o professor de Robótica, Criação de Games Metaverso e Inteligência Artificial da Logic Minds, Hugo Galluzzi Alvarenga. O grande avanço, observa o especialista, está na tecnologia elétrica e na automação, permitindo um transporte mais eficiente e seguro para o futuro. “A principal vantagem dos carros voadores será a mobilidade urbana mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo de deslocamento em grandes cidades. O impacto será enorme, transformando a forma como nos deslocamos e otimizando serviços essenciais”, afirma. Futuro A expectativa é que os primeiros serviços comerciais de carros voadores, principalmente táxis aéreos, comecem a operar entre 2026 e 2030. “No entanto, para se tornarem acessíveis ao público em geral, pode levar mais tempo, algo entre 2035 e 2040”, projeta Alvarenga. Os principais desafios, observa o professor, ainda são segurança, regulamentação e custo. “Mas com os avanços na tecnologia elétrica e na automação, a tendência é que, ao longo das próximas décadas, esses veículos se tornem mais comuns, assim como aconteceu com os drones”, argumenta. Na liderança Estados Unidos e China são os países que estão mais à frente no desenvolvimento de carros voadores, principalmente devido ao investimento em regulamentação e testes para transporte comercial, afirma o professor Hugo Galluzzi Alvarenga. “Nos Estados Unidos, empresas como Joby Aviation e Archer Aviation já têm protótipos avançados e estão em fase de testes para certificação com a FAA (Administração Federal de Aviação). Já na China, a EHang está bem avançada, com modelos de táxis aéreos autônomos sendo testados”, detalha. Outros dois países também estão envolvidos com esse desenvolvimento. Na Alemanha, a Volocopter lidera os testes para voos urbanos, especialmente na Europa. Já no Japão, a ideia do país é usar carros voadores na Expo 2025 em Osaka. “Empresas como a SkyDrive estão na linha de frente”, completa Alvarenga. Brasil tem potencial O Brasil ainda se encontra nos estágios iniciais quando o assunto versa a respeito de carros voadores, mas tem um grande potencial, projeta o professor Hugo Galluzzi Alvarenga. “Empresas como a Embraer, através da sua subsidiária Eve Air Mobility, já desenvolvem eVTOLs para transporte urbano. A Eve, inclusive, já tem encomendas e parcerias para operar em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro”, detalha. Alvarenga afirma que, para avançar, o País precisa investir em infraestrutura, regulamentação e incentivos para pesquisa e desenvolvimento. “Além disso, a criação de corredores aéreos seguros dentro das cidades será essencial para a operação desses veículos”, completa. (Reprodução)