Quem nunca esqueceu de tirar a carne do congelador a tempo de preparar o almoço ou jantar? Em meio à correria do dia a dia, muitas pessoas recorrem a métodos improvisados para acelerar o descongelamento, mas alguns deles podem representar riscos à saúde. Segundo o nutricionista Lucas Moraro, a forma como a carne é descongelada influencia não apenas a qualidade do alimento, mas também a segurança alimentar. Isso porque temperaturas inadequadas favorecem a proliferação de bactérias capazes de causar infecções e intoxicações. Confira três métodos considerados seguros pelos especialistas: Água fria: rápida e eficiente Uma das formas mais recomendadas é colocar a carne, ainda embalada em um saco bem vedado, submersa em água fria. O ideal é trocar a água a cada 30 minutos para manter a temperatura adequada. O tempo de descongelamento varia conforme o tamanho da peça. Cortes menores costumam descongelar entre uma e duas horas, enquanto peças maiores podem levar até quatro horas. Micro-ondas exige atenção Para quem tem pressa, o micro-ondas pode ser uma alternativa prática. A orientação é utilizar a função específica para descongelamento e interromper o processo algumas vezes para virar a carne, garantindo que o descongelamento ocorra de maneira uniforme. No entanto, os especialistas alertam que o alimento deve ser preparado imediatamente após sair do aparelho. Isso porque algumas partes podem começar a cozinhar durante o processo, aumentando o risco de contaminação caso permaneçam em temperatura ambiente. Do freezer direto para a panela Alguns alimentos podem ser preparados sem passar pelo descongelamento. Carne moída, hambúrgueres, filés finos e pequenos pedaços de frango estão entre os exemplos. Nesses casos, basta aumentar o tempo de cozimento em cerca de 50%. Além da praticidade, o método reduz os riscos associados ao descongelamento inadequado. O perigo de descongelar sobre a pia Apesar de ser um hábito comum, deixar a carne sobre a bancada da cozinha ou dentro da pia para descongelar não é recomendado. De acordo com especialistas, a chamada "zona de risco" para a proliferação de bactérias fica entre 5°C e 60°C. Nessa faixa de temperatura, microrganismos podem se multiplicar rapidamente. Entre as bactérias que podem contaminar o alimento estão: Salmonella, que pode causar diarreia, febre e vômitos; Escherichia coli (E. coli), associada a infecções intestinais graves; Listeria monocytogenes, especialmente perigosa para gestantes, idosos e pessoas imunossuprimidas; Clostridium perfringens, responsável por quadros de cólicas e diarreia. Por isso, especialistas reforçam que métodos seguros de descongelamento são essenciais para preservar a qualidade da carne e evitar problemas de saúde.