Você costuma polvilhar canela no café ou no mingau do café da manhã sem pensar duas vezes? Um novo estudo acende um sinal de alerta: essa especiaria popular pode interferir diretamente na forma como alguns medicamentos agem no seu corpo — e isso não deve ser ignorado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A canela, tradicionalmente usada em chás, sobremesas e até em preparações medicinais caseiras, passou a ser alvo de atenção de cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O novo estudo, publicado na revista científica Pharmacological Research em junho de 2025, revelou que o consumo regular de canela pode alterar a forma como o organismo metaboliza certos medicamentos, especialmente os usados para controle de diabetes, pressão arterial e colesterol. De acordo com os pesquisadores, compostos presentes na canela, como o cinamaldeído e os polifenóis, podem influenciar enzimas do fígado responsáveis pela quebra de remédios no corpo. Isso pode intensificar ou reduzir os efeitos terapêuticos, levando tanto a uma possível toxicidade medicamentosa quanto à ineficácia do tratamento. Principais medicamentos afetados: Segundo o estudo, os grupos mais sensíveis à interferência da canela são: Hipoglicemiantes orais, como metformina e glibenclamida Anticoagulantes, como varfarina Antipertensivos, como losartana Estatinas, usadas para reduzir o colesterol A especiaria pode tanto potencializar quanto diminuir a ação desses medicamentos, dependendo da frequência e quantidade consumida. Outros efeitos da canela no organismo: Além das interações medicamentosas, a canela pode trazer efeitos colaterais se consumida em excesso: A variedade mais comum (canela-cássia) contém cumarina, substância que pode causar danos hepáticos em altas doses. Pode irritar a mucosa gástrica e provocar azia ou refluxo em pessoas sensíveis. Em gestantes, o uso em excesso é desaconselhado, devido ao risco de contrações uterinas. O que dizem os especialistas: A principal orientação é sempre informar ao médico ou farmacêutico sobre o uso de suplementos, chás ou temperos com fins terapêuticos, mesmo que pareçam inofensivos. A automedicação com substâncias naturais é comum e, muitas vezes, silenciosa — e isso pode prejudicar a eficácia do tratamento convencional.