Nove em cada dez casos de câncer melanoma estão associados à exposição excessiva ao sol (AdobeStock) Figurinha carimbada nas campanhas de verão, o protetor solar é um dos produtos mais importantes para a prevenção de tumores no maior órgão do corpo humano: a pele. Segundo um estudo do Cancer Research UK (CRUK), divulgado em maio deste ano, nove em cada dez casos de melanoma ocorrem por conta da alta exposição a raios ultravioletas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No Dezembro Laranja, campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para a conscientização sobre o câncer de pele, a oncologista Ticila Melo, da Imuno Santos, alerta sobre os principais cuidados contra a doença, além de sintomas e tratamentos. A especialista explica que a proteção do tumor mais incidente no Brasil, responsável por 31,3% de todos os novos diagnósticos de câncer de pele, vai além do uso de protetor solar. “É fundamental evitar a exposição solar intensa, principalmente entre 10 e 16 horas, quando os raios UV estão mais fortes. Além disso, o uso de roupas adequadas, chapéus, óculos escuros e a realização de autoexame da pele são medidas simples, mas eficazes”, orienta a médica. Embora menos frequente, o melanoma é considerado o tipo mais perigoso entre os cânceres de pele, devido à alta capacidade de se espalhar para tecidos e órgãos próximos do local afetado. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor representa cerca de 3% dos casos de câncer de pele no Brasil. Tipos de câncer de pele Há três tipos principais de câncer de pele: os não melanomas, que são o carcinoma basocelular e o espinocelular; e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais comum, tem crescimento lento e, geralmente, não causa metástase, sendo mais frequente em regiões do corpo expostas ao sol, como rosto e pescoço. Já o carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais frequente e pode se desenvolver tanto em áreas expostas quanto em mucosas, como lábios e genitais. Ele apresenta um crescimento mais rápido e maior chance de se espalhar, embora seja raro. Câncer de pele O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, superando todos os demais tipos somados. A alta incidência está diretamente ligada à forte exposição ao sol ao longo do ano, característica do clima do País, e ao hábito comum de se proteger pouco da radiação ultravioleta. Principais tipos de câncer de pele Carcinoma basocelular (CBC) O mais comum. Cresce devagar, raramente causa metástase e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol. Carcinoma espinocelular (CEC) Mais agressivo que o basocelular, pode invadir tecidos mais profundos e, em alguns casos, se disseminar. Também está ligado à exposição solar acumulada. Melanoma Menos frequente, porém é o mais perigoso. Nasce dos melanócitos (células que dão cor à pele) e avança rapidamente se não for diagnosticado cedo. Geralmente aparece como uma pinta nova ou uma pinta antiga que muda ao longo do tempo. Tem alto potencial de metástase e o diagnóstico precoce faz toda a diferença no desfecho. (AT) Prevenção Use protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, reaplicando a cada 2 horas. Evite o sol forte entre 10 e 16 horas, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Busque sombra sempre que possível, especialmente em atividades ao ar livre. Use barreiras físicas, como chapéu de aba larga, óculos escuros e roupas com proteção UV. Observe a própria pele regularmente e procure um dermatologista diante de qualquer mancha ou pinta suspeita. Faça acompanhamento dermatológico anual, especialmente se houver histórico familiar ou pele muito clara.