Na maioria dos diagnósticos, o estágio do câncer de boca já é considerado avançado (FreePik) O câncer de boca costuma afetar os lábios, gengivas, bochechas, língua e outras estruturas bucais. Também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, o tumor maligno é o quinto mais frequente em homens no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O diagnóstico da maioria dos casos ocorre em estágios avançados. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Inca alerta que o tabaco e o álcool são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Outros fatores incluem a infecção pelo vírus HPV, dieta pobre em frutas e vegetais, e também a exposição dos lábios ao sol sem proteção. Mitos e verdades O médico Rogério Dedivitis, cirurgião especializado em cabeça e pescoço, explica que o câncer de boca pode ser prevenido e tratado com sucesso quando é diagnosticado logo. “O grande problema é que muitas pessoas ainda desconhecem os sinais iniciais e acreditam em mitos que atrasam a busca por ajuda”, alerta. Um dos mitos do câncer de boca consiste em acreditar que o tumor atinge somente fumantes. O tabagismo e o álcool são fatores de risco, mas não apenas os únicos. “Outro equívoco comum é pensar que feridas na boca que não cicatrizam são normais. Na verdade, feridas persistentes, manchas brancas ou avermelhadas, sangramentos sem causa aparente e dificuldade para engolir ou falar são sinais de alerta e devem ser avaliados por um especialista”, explica Dedivitis Tratamento De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o tratamento do câncer de boca pode envolver a realização de cirurgia para retirar o tumor, além de sessões de quimioterapia e radioterapia. O tratamento a ser adotado pode variar conforme a localização e o estágio da doença.