Estresse, má alimentação, uso de químicas agressivas e até distúrbios autoimunes podem causar calvície nas mulheres (Divulgação) A queda de cabelo é um dos maiores temores de muitas mulheres — e, ao contrário do que se pensa, a calvície não é um problema exclusivo do público masculino. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelam que cerca de 50% das mulheres apresentarão algum grau de alopecia até os 50 anos. O problema pode surgir já na juventude, mas tende a se intensificar com alterações hormonais, como gravidez, menopausa e uso de anticoncepcionais. A chamada alopecia androgenética feminina é a forma mais comum de calvície em mulheres. Ela tem origem genética e provoca o afinamento progressivo dos fios, principalmente na parte superior da cabeça (região da coroa) e na linha central do couro cabeludo. Mas também existem outras causas, como estresse, má alimentação, uso de químicas agressivas e até distúrbios autoimunes. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que causa a calvície em mulheres? As causas da queda acentuada de cabelo podem variar, mas os especialistas destacam cinco principais gatilhos: Fatores genéticos (alopecia androgenética) Herança familiar de calvície pode afetar tanto homens quanto mulheres, sendo a forma mais comum de alopecia permanente. Desequilíbrios hormonais Problemas na tireoide, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e variações hormonais na menopausa podem acelerar a queda dos fios. Estresse físico ou emocional Situações de alto estresse, traumas ou doenças infecciosas (como Covid-19) estão entre os fatores que levam ao chamado eflúvio telógeno, que provoca queda difusa temporária. Deficiências nutricionais Baixos níveis de ferro, zinco, vitamina D e proteínas comprometem a saúde capilar. Doenças autoimunes Condições como a alopecia areata fazem com que o sistema imunológico ataque os folículos pilosos, levando à queda de cabelo em placas. Como identificar os sinais da calvície? Ao contrário da calvície masculina, que costuma começar com entradas na testa ou falhas na parte de trás da cabeça, a alopecia feminina geralmente provoca afinamento dos fios, perda de volume e rarefação capilar no topo da cabeça. Outros sintomas incluem: Aumento de fios no travesseiro e no ralo do chuveiro; Dificuldade em prender o cabelo como antes; Maior visibilidade do couro cabeludo sob luz forte; Perda de brilho e enfraquecimento dos fios. Quais são os tratamentos disponíveis? A medicina dermatológica oferece hoje uma ampla gama de terapias — com resultados bastante eficazes, desde que individualizadas. Os principais tratamentos incluem: Minoxidil tópico ou oral: estimula a circulação no couro cabeludo e favorece o crescimento de novos fios; Finasterida e dutasterida (uso off-label em mulheres): atuam na inibição da ação hormonal que provoca a miniaturização dos fios; Suplementação nutricional: reposição de vitaminas e minerais como ferro, zinco, biotina e vitamina D; Laser de baixa frequência: terapia que melhora a oxigenação do couro cabeludo; Mesoterapia capilar e microagulhamento: técnicas que potencializam a absorção de ativos; Transplante capilar feminino: indicado em casos mais avançados, com ótimos resultados estéticos. Importante: o tratamento deve sempre ser prescrito por dermatologista, pois cada tipo de alopecia exige uma abordagem específica. Autoestima e saúde emocional Além do aspecto físico, a calvície feminina costuma ter um impacto psicológico profundo. A perda dos fios pode abalar a autoestima, afetar relações sociais e causar quadros de ansiedade e depressão. Por isso, o acompanhamento psicológico ou terapêutico é altamente recomendado, especialmente em casos em que o impacto emocional é intenso. Segundo pesquisa da American Academy of Dermatology, 40% das mulheres que enfrentam perda severa dos cabelos relatam prejuízos diretos na vida profissional e pessoal.