Beber água antes de dormir faz bem, sim — desde que com equilíbrio(Reprodução) Beber água ao longo do dia é uma recomendação praticamente unânime entre médicos e nutricionistas. Mas quando o assunto é o consumo de líquidos antes de dormir, surgem dúvidas comuns: será que faz bem? Pode atrapalhar o sono? Ajuda o organismo a funcionar melhor durante a noite? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A resposta não é simples e depende de fatores como quantidade, rotina, idade e condições de saúde. A ciência aponta que beber água antes de dormir pode trazer benefícios importantes, mas exige equilíbrio para não causar efeitos indesejados. Por que a hidratação é tão importante para o corpo? A água participa de praticamente todas as funções vitais do organismo. Ela regula a temperatura corporal, auxilia na digestão, transporta nutrientes, elimina toxinas e mantém o funcionamento adequado dos rins, do cérebro e do sistema cardiovascular. Durante o sono, o corpo continua trabalhando intensamente, ocorre regeneração celular, liberação de hormônios e consolidação da memória. Estar bem hidratado contribui para que esses processos aconteçam de forma eficiente. Os possíveis benefícios de beber água antes de dormir 1. Prevenção da desidratação noturna Durante a noite, o organismo perde líquidos por meio da respiração e da transpiração, mesmo em temperaturas amenas. Beber um copo de água antes de dormir pode ajudar a evitar quadros leves de desidratação, especialmente em dias quentes ou após atividades físicas intensas. 2. Auxílio ao funcionamento do cérebro A hidratação adequada está diretamente ligada à concentração, ao humor e à função cognitiva. Estudos mostram que mesmo uma leve desidratação pode afetar o desempenho mental. Garantir níveis adequados de água no organismo pode ajudar o cérebro a manter suas funções durante o descanso. 3. Contribuição para a saúde cardiovascular Durante o sono, a circulação sanguínea passa por ajustes importantes. A hidratação adequada ajuda a manter o volume sanguíneo estável, favorecendo o trabalho do coração e prevenindo quedas excessivas de pressão em algumas pessoas. 4. Funcionamento dos rins e eliminação de toxinas Os rins continuam filtrando o sangue durante a noite. Um organismo bem hidratado facilita a eliminação de resíduos metabólicos e pode ajudar a prevenir a formação de cálculos renais em pessoas predispostas. Mas beber água antes de dormir pode atrapalhar o sono? Sim, dependendo da quantidade. O principal problema associado ao hábito é a noctúria, termo usado para descrever a necessidade frequente de acordar à noite para urinar. Interrupções constantes do sono podem prejudicar a qualidade do descanso, causar fadiga no dia seguinte e, a longo prazo, afetar a saúde metabólica e emocional. Idosos, gestantes e pessoas com bexiga hiperativa, problemas prostáticos ou distúrbios do sono tendem a sentir esse impacto de forma mais intensa. Qual é a quantidade ideal antes de deitar? Especialistas recomendam moderação. Não é necessário, nem indicado, beber grandes volumes de água imediatamente antes de dormir. Um pequeno copo (150 a 250 ml) costuma ser suficiente. O ideal é distribuir a hidratação ao longo do dia, reduzindo a necessidade de grandes ingestões à noite. Pessoas que sentem muita sede antes de dormir devem observar se estão ingerindo pouca água durante o dia. Quem deve ter mais cuidado com o hábito Alguns grupos precisam de atenção especial: Pessoas com insuficiência cardíaca ou renal Quem faz uso de diuréticos Indivíduos com distúrbios do sono Pacientes com incontinência urinária Nesses casos, a orientação médica é fundamental para ajustar a ingestão de líquidos de forma segura. Água gelada ou em temperatura ambiente? Não há consenso científico definitivo, mas muitos especialistas indicam a água em temperatura ambiente como a melhor opção à noite, pois evita estímulos excessivos ao sistema digestivo e reduz o risco de desconforto gástrico. Sede antes de dormir pode ser um sinal de alerta Sentir sede intensa à noite com frequência pode indicar hábitos inadequados ou até condições de saúde que merecem investigação, como diabetes, consumo excessivo de sal ou uso de álcool. Nesses casos, o ideal é buscar avaliação profissional.