(Reprodução) O sistema digestivo humano exerce funções que vão muito além da digestão dos alimentos. Atualmente, a medicina considera o trato gastrointestinal um dos principais pilares da saúde do organismo, já que ele influencia processos imunológicos, hormonais e até emocionais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por isso, alterações visíveis ou sensoriais na região abdominal não devem ser ignoradas. Quando a barriga apresenta comportamentos diferentes do habitual, o corpo pode estar emitindo sinais importantes de desequilíbrios internos. Sintomas como estufamento constante, dores persistentes e mudanças repentinas no funcionamento intestinal merecem atenção e, em alguns casos, investigação médica. Uma das queixas mais comuns é a distensão abdominal, caracterizada pela sensação de barriga inchada e excesso de gases. Em muitos casos, o problema está associado ao desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose. A condição ocorre quando há proliferação excessiva de bactérias consideradas prejudiciais no intestino, aumentando a fermentação dos alimentos e, consequentemente, a produção de gases. Entre os fatores que podem favorecer esse desequilíbrio estão: Alimentação rica em ultraprocessados; Uso frequente de antibióticos; Estresse crônico; Baixa ingestão de fibras; Hidratação inadequada. Outro sinal de alerta são as alterações repentinas no ritmo intestinal. Alternar episódios de diarreia e prisão de ventre sem motivo aparente pode indicar disfunções como a Síndrome do Intestino Irritável (SII), distúrbio funcional que afeta a motilidade intestinal. Mudanças na digestão de determinados alimentos também merecem atenção. Dificuldades repentinas para consumir leite, derivados ou alimentos com glúten podem indicar hipersensibilidade ou inflamação na mucosa intestinal. Além disso, dores e cólicas persistentes na região abdominal podem estar relacionadas a diferentes problemas gastrointestinais, incluindo gastrite, úlceras e alterações na vesícula biliar. O estresse também possui forte impacto sobre o funcionamento do intestino. O chamado eixo intestino-cérebro estabelece uma comunicação direta entre os dois órgãos. Situações de tensão aumentam a liberação de cortisol, hormônio que interfere na permeabilidade intestinal e pode provocar azia, má digestão e cólicas. Oscilações hormonais, especialmente em mulheres durante o período menstrual e a menopausa, também podem influenciar a retenção de líquidos e o trânsito intestinal. Especialistas alertam ainda para os riscos da automedicação frequente com laxantes e antiácidos. O uso contínuo desses medicamentos pode mascarar doenças e retardar diagnósticos importantes. A orientação é procurar avaliação médica caso os sintomas venham acompanhados de: Perda de peso rápida e sem explicação; Sangue nas fezes ou vômitos; Febre associada a dores abdominais; Sensação de saciedade precoce; Anemia detectada em exames. Manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, além de boa hidratação e rotina saudável, continua sendo uma das principais formas de prevenção de problemas gastrointestinais. Especialistas reforçam que o corpo utiliza sinais físicos para indicar possíveis disfunções. Observar mudanças persistentes no abdômen pode ser fundamental para evitar o desenvolvimento de doenças crônicas.