O compromisso com a agenda ESG é um elemento cada vez mais importante e difundido em empresas, sindicatos, associações, poder público e entidades dos mais diversos segmentos. No caso dos trabalhadores do transporte, o último relatório de sustentabilidade do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), publicado no início do mês, evidencia os ganhos obtidos com essa jornada. Após a consolidação da Estratégia ESG em 2024, com a definição das ambições institucionais e a priorização dos temas ambientais e sociais, o ano passado foi marcado pelo fortalecimento da governança. Também em 2025, a instituição ultrapassou a marca de 21,9 milhões de atendimentos, registrou crescimento da arrecadação compulsória e ampliou sua rede para 174 unidades operacionais pelo País. Os resultados reforçam a atuação da entidade nas áreas de saúde, qualidade de vida, educação profissional e inovação, beneficiando colaboradores, trabalhadores do transporte, seus dependentes e a sociedade. “Esse relatório é um conjunto de todas as ações que as 174 unidades desenvolvem hoje no Brasil”, explica Sérgio Luiz Gonçalves, diretor da unidade de São Vicente do Sest-Senat. Eixos Ele cita, no eixo ambiental, conquistas como a utilização de energia limpa. As unidades utilizam placas fotovoltaicas. “A nossa unidade, inclusive, foi a primeira a instalar essas placas. Com isso, tivemos uma redução drástica aí no consumo de energia”, explica. Esse “enxoval” já está presente na instalação de novas unidades. Já no eixo social, ele destaca o trabalho de enfrentamento da exploração sexual infantil, em parceria com a organização sem fins lucrativos Childhood Brasil, acompanhado do engajamento das empresas de transporte para também atuarem nesse sentido. “Como os profissionais motoristas rodam o Brasil todo, eles encontram crianças nessa situação às margens das rodovias. Por isso, temos um trabalho forte de conscientização”. Ainda na esfera social, o programa Jovem Aprendiz, atualmente com quatro turmas e que estimula a entrada de forma qualificada no mercado de trabalho. Outra preocupação, de acordo com o diretor, é com elementos como equidade e diversidade. “Eu tenho 62 funcionários e, destes, 65% são mulheres, sem distinção de valores de salário a homens ou mulheres. Temos ainda uma escola de motoristas só para mulheres. Também temos colaboradores de outros gêneros também. Então, é um trabalho muito forte”, preconiza. Já no âmbito do aprimoramento da governança, “a gestão de riscos vem sendo progressivamente estruturada como ferramenta estratégica para identificação, avaliação e mitigação de riscos institucionais. Esse processo contribui para decisões mais seguras, para a prevenção de fragilidades e para o fortalecimento da resiliência organizacional, alinhando-se às melhores práticas de governança pública e corporativa”, diz um trecho do relatório. “Temos uma área de compliance, com canal direto junto aos colaboradores. Em linhas gerais, algumas coisas que as unidades aqui da Baixada executam voltadas para o ESG estão alinhadas com as diretrizes desse relatório”, complementa Sérgio Luiz Gonçalves.