O diabetes, muitas vezes, é silencioso no início e pode evoluir sem provocar sintomas evidentes (Reprodução/ AT Revista) O aumento de atendimentos relacionados ao diabetes na rede pública de saúde acende um alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Muitas vezes silencioso nas fases iniciais, o diabetes pode evoluir por anos sem provocar sintomas evidentes e, quando não controlado, é capaz de aumentar o risco de complicações graves, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda da visão e amputações. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que, em 2025, foram realizados 108.174 procedimentos ambulatoriais relacionados ao diabetes, quase o dobro dos 54.974 registrados em 2024. No mesmo período, as internações passaram de 23.611 para 26.426. Entre janeiro e abril deste ano, já foram contabilizados 48.178 atendimentos ambulatoriais e 8.107 hospitalares. Embora o aumento dos atendimentos não represente, necessariamente, um crescimento proporcional do número de pessoas com diabetes, os dados reforçam a necessidade de ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e acompanhamento da doença. Segundo o médico geriatra Eduardo Canteiro Cruz, o envelhecimento da população, o aumento da obesidade, o sedentarismo e a alimentação rica em alimentos ultraprocessados estão entre os principais fatores associados ao crescimento do diabetes tipo 2. “Também observamos os impactos deixados pela pandemia de covid-19, período em que muitas pessoas reduziram a prática de atividade física e passaram a adotar hábitos menos saudáveis”, afirma. O especialista ressalta que o diabetes mal controlado pode provocar complicações importantes como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal, perda da visão e neuropatias que, em casos mais graves, podem levar à amputação de membros. Para reduzir esse risco, a prevenção deve começar cedo e acompanhar todas as fases da vida. “Entre as medidas mais importantes estão manter um cardápio equilibrado, praticar atividade física regularmente, controlar o peso corporal, cuidar da qualidade do sono e realizar acompanhamento médico periódico”, orienta Cruz. A recomendação é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, limitando o consumo de refrigerantes, doces e alimentos ultraprocessados. A prática regular de exercícios também é considerada fundamental. Para adultos, a orientação é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Crianças e adolescentes devem praticar cerca de 60 minutos diários, além de reduzir o tempo em frente às telas. Outro fator importante é o controle do peso. Estudos mostram que a perda de 5% a 10% do peso corporal em pessoas com excesso de peso pode reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Como a doença pode permanecer silenciosa durante anos, especialistas recomendam que pessoas com histórico familiar de diabetes, obesidade, hipertensão, colesterol elevado ou idade acima de 45 anos realizem acompanhamento médico e exames periódicos. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes do surgimento de complicações e contribui para uma melhor qualidade de vida. O que aumenta o risco? Obesidade Sedentarismo Ultraprocessados Histórico familiar Hipertensão Colesterol alto Idade acima de 45 anos Como prevenir Alimentação equilibrada 150 minutos de exercício por semana Controle do peso Sono adequado Exames periódicos