Executivos e CEOS de empresas estão entre os cargos que exigem maior frieza (Divulgação / FreePik) Você já se perguntou por que algumas profissões parecem atrair pessoas frias, calculistas e extremamente carismáticas? Um estudo do psicólogo britânico Kevin Dutton, autor do livro A Sabedoria dos Psicopatas, investigou essa questão e apontou que certos ambientes de trabalho oferecem o cenário ideal para indivíduos com traços psicopáticos. A lista, que gera polêmica até hoje, mostra tanto as carreiras onde esses perfis são mais comuns quanto aquelas em que quase não aparecem. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que define um psicopata, segundo a psicologia De acordo com Dutton, não se trata apenas de assassinos retratados em filmes. Muitos psicopatas vivem normalmente em sociedade e até se destacam profissionalmente. Entre os traços mais frequentes estão: Frieza emocional e dificuldade de criar vínculos afetivos; Autoconfiança elevada, muitas vezes interpretada como liderança; Habilidade de manipulação e carisma acima da média; Ausência de empatia, permitindo decisões racionais sem interferência emocional; Busca por poder e controle em ambientes competitivos. Essas características podem ser destrutivas em alguns contextos, mas, em determinadas carreiras, também são vistas como vantajosas. As 10 profissões com maior presença de psicopatas Segundo o levantamento de Kevin Dutton, estas são as áreas mais propensas a atrair indivíduos com traços psicopáticos: CEO (diretores-executivos) – cargos de alto poder e tomada de decisão favorecem perfis frios e estratégicos. Advogado – a profissão exige argumentação firme, enfrentamento de conflitos e persuasão. Profissional de mídia (TV e rádio) – a busca por visibilidade e influência atrai personalidades carismáticas e calculistas. Vendedor – a capacidade de manipular e persuadir clientes é valorizada. Cirurgião – o distanciamento emocional e a precisão técnica são fundamentais na profissão. Jornalista – necessidade de frieza diante de situações difíceis e capacidade de influência social. Policial – poder de autoridade e controle em situações de risco. Clérigo (líder religioso) – habilidade de persuasão, influência sobre grupos e liderança comunitária. Chef de cozinha – ambiente de alta pressão e hierarquia rígida favorecem perfis dominadores. Funcionário público – cargos estáveis e de autoridade atraem indivíduos em busca de poder e controle. Profissões com menor presença de psicopatas Na outra ponta do ranking, Dutton listou profissões em que empatia, cuidado humano e conexão emocional são essenciais — características opostas à psicopatia. Entre elas estão: Enfermeiros Terapeutas Artesãos Esteticistas e cabeleireiros Professores Essas carreiras, baseadas em relações de confiança e cuidado, costumam repelir indivíduos com frieza emocional e falta de empatia.Impactos no ambiente de trabalho Segundo especialistas, a presença de indivíduos com traços psicopáticos pode ter efeitos duplos: Positivos: liderança assertiva, resistência ao estresse, tomadas de decisão rápidas e eficiência sob pressão. Negativos: manipulação, assédio moral, ambientes tóxicos e foco excessivo no poder pessoal em detrimento da equipe. Reflexões finais O estudo de Kevin Dutton abre espaço para uma reflexão importante: em vez de enxergar a psicopatia apenas pelo viés criminal, é preciso compreender como determinados traços podem se manifestar no dia a dia, inclusive no mercado de trabalho. Para empresas e instituições, reconhecer esses perfis ajuda a criar ambientes mais equilibrados, evitando que a ausência de empatia se transforme em prejuízo coletivo.