O arroto ocasional após comer nada mais é do que o corpo eliminando o ar ingerido (Divulgação) Arrotar ocasionalmente após uma refeição é algo natural. Mas se os arrotos se tornam constantes, intensos ou vêm acompanhados de outros sintomas, podem ser indícios de problemas digestivos e merecem atenção. Especialistas alertam que muitas vezes a origem está em hábitos do dia a dia, mas em casos persistentes o ideal é buscar avaliação médica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Principais causas do arroto frequente Segundo médicos, os arrotos acontecem quando o ar ou os gases acumulados no estômago são liberados pela boca. Entre os motivos mais comuns para arrotos excessivos estão: Consumo de bebidas gaseificadas (refrigerantes, água com gás, cerveja) — o dióxido de carbono presente nessas bebidas aumenta a quantidade de ar ingerido. Comer muito rápido, sem mastigar direito ou com distrações, ao engolir ar junto da comida, há maior chance de acúmulo de gases. Ingestão de alimentos que favorecem fermentação ou produção de gases, alguns exemplos: feijão e leguminosas, repolho, brócolis, massas, batatas, laticínios (especialmente em casos de intolerância), e alimentos gordurosos. Problemas digestivos, como gastrite, inflamações estomacais aumentam a produção de gases e provocam desconfortos que favorecem o arroto. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), em que o ácido do estômago retorna ao esôfago, causando sintomas como azia, queimação e arrotos frequentes. Síndrome do Intestino Irritável (SII), em que há desequilíbrios no funcionamento intestinal e sensibilidades digestivas, flatulência, gases e arrotos podem ser sinais. Quando o arroto deixa de ser normal? Arrotos isolados e ocasionais geralmente não causam preocupação. Já quando o sintoma é frequente, várias vezes ao dia, e acompanhado de desconfortos como dor abdominal, sensação de estômago cheio, inchaço, azia, refluxo, ou alterações no intestino, é hora de procurar um gastroenterologista. Outros sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação médica: perda de peso inexplicada, náuseas contínuas, dificuldade para comer ou ingerir líquidos, vômitos com ou sem sangue, fezes escuras ou com sangue, sintomas que podem apontar para doenças mais graves. Hábitos e práticas que ajudam a evitar o arroto em excesso Para quem sofre com arrotos frequentes e não há diagnóstico de doença, mudar alguns hábitos no dia a dia pode reduzir bastante os episódios: Comer com mais calma, mastigando bem os alimentos e evitando falar ou se distrair durante as refeições. Evitar bebidas gaseificadas e preferir água ou líquidos sem gás. Evitar alimentos altamente gasogênicos ou em excesso, especialmente se já percebem desconforto após consumi-los. Fazer refeições menores e mais frequentes, em vez de poucas e muito farta. Evitar o consumo excessivo de chicletes ou balas duras, fumar ou usar canudos, todos podem aumentar a ingestão de ar. Quando buscar ajuda — e por que não ignorar Embora o arroto seja um processo natural do corpo, o arroto frequente e persistente pode ser o sintoma de algo que vai além de gases ou hábitos alimentares. Isso vale especialmente se há desconforto crônico, dor, refluxo ou impacto na qualidade de vida. Nesses casos, o diagnóstico correto é a melhor forma de tratar, seja por meio de mudanças alimentares, medicação ou acompanhamento profissional. Além disso, ignorar os sinais pode agravar problemas digestivos como inflamações, úlceras ou complicações de refluxo. Por isso, médicos recomendam atenção e cautela diante de sintomas persistentes.