(Divulgação / Freepik) Você já ouviu falar na síndrome geniturinária da lactação? É uma condição que afeta mulheres que estão amamentando, resultante da queda nos níveis de estrogênio durante esse período. Essa diminuição hormonal pode levar a sintomas como: secura vaginal, atrofia dos tecidos vaginais e dor durante a relação sexual. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Estudos indicam que mais da metade das lactantes apresenta secura vaginal, e quase dois terços desenvolvem atrofia vaginal. Por que ocorre? Durante a amamentação, o corpo da mulher produz prolactina, hormônio responsável pela produção de leite. Esse processo inibe a ovulação e reduz os níveis de estrogênio, hormônio essencial para a lubrificação e elasticidade vaginal. A baixa concentração de estrogênio pode resultar nos sintomas mencionados. Desafios no diagnóstico Apesar da alta prevalência, a síndrome geniturinária da lactação é frequentemente subdiagnosticada. Muitas mulheres não associam os sintomas à amamentação e tendem a normalizar a dor e o desconforto, acreditando que fazem parte do processo de maternar. Além disso, o acompanhamento pós-parto costuma focar no bebê, deixando a saúde sexual da mãe em segundo plano. Impacto na qualidade de vida Os sintomas da síndrome não afetam apenas a vida sexual, mas também o bem-estar emocional e a rotina diária da mulher. A dor e o desconforto podem gerar frustração, diminuição da autoestima e dificuldades no relacionamento conjugal, impactando a qualidade de vida da mãe. Como buscar ajuda É fundamental que as mulheres que experienciam esses sintomas procurem orientação médica. O tratamento pode incluir: Lubrificantes vaginais Hidratantes vaginais de uso contínuo Ajustes comportamentais Fisioterapia pélvica Em casos selecionados, tratamentos hormonais locais podem ser considerados, sempre com acompanhamento médico.