Com design europeu e tecnologia de ponta, refrigeradores conquistam consumidores exigentes (Divulgação) Elas já foram sinônimo de status doméstico. Geladeiras duplex, com duas portas verticais, dominaram as cozinhas brasileiras por décadas. Mas esse reinado está chegando ao fim. O novo objeto de desejo da vez são os refrigeradores do tipo French Door, modelos sofisticados que unem alta tecnologia, design premium e preços que podem ultrapassar os R\$ 20 mil. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses eletrodomésticos vêm ganhando espaço no mercado de luxo e se tornaram tendência nas casas de quem busca conforto, eficiência energética e um visual moderno. Não é à toa que, segundo um levantamento recente da GfK Brasil, as vendas desses modelos cresceram mais de 30% nos últimos 12 meses, mesmo com o valor elevado. Mas afinal, o que faz essas geladeiras custarem tanto — e por que elas estão se tornando símbolo de status e sofisticação? O que é uma geladeira French Door? Originadas nos Estados Unidos e amplamente adotadas na Europa, as geladeiras French Door têm como principal característica as duas portas na parte superior (refrigerador) e uma ou duas gavetas na parte inferior (freezer e compartimentos extras). Além da aparência imponente e acabamento em aço inox escovado, o diferencial está na organização interna, nos recursos tecnológicos avançados — como telas sensíveis ao toque, conectividade Wi-Fi, controle de temperatura por zonas e até câmeras internas — e na capacidade total, que pode ultrapassar 600 litros. Por que custam mais de R\$ 20 mil? Segundo especialistas do setor, o alto custo se deve à importação de peças, ao uso de tecnologias embarcadas e à segmentação de mercado. Marcas como LG, Samsung, Panasonic, Brastemp e Electrolux lideram a produção e venda dos modelos no Brasil, com linhas exclusivas. Entre os recursos que justificam o valor estão: Tela touchscreen e inteligência artificial Dispenser de água com filtragem tripla e gelo automático Compartimentos com controle independente de temperatura Alerta de abertura de portas por aplicativo Modo economia programado por rotina do usuário Quem está comprando? Apesar do preço elevado, as geladeiras French Door não se restringem apenas à elite. Uma nova geração de consumidores da classe média alta, principalmente entre os 30 e 50 anos, está disposta a investir em conforto e modernidade na cozinha, especialmente com a valorização da casa após o período da pandemia. Para o arquiteto Marcelo Diniz, especializado em projetos de interiores contemporâneos, esse tipo de eletrodoméstico deixou de ser apenas utilitário: “Virou peça de decoração e símbolo de bom gosto”, afirma. Luxo, praticidade e Instagram Outro fator que impulsiona o sucesso dessas geladeiras é o apelo visual nas redes sociais. Influenciadores de lifestyle, decoração e maternidade frequentemente exibem seus modelos nos bastidores das cozinhas modernas — com portas abertas, prateleiras organizadas e iluminação embutida que valoriza cada detalhe. Para quem busca praticidade, os compartimentos específicos também agradam: há gavetas com controle de umidade para verduras, espaços ajustáveis para garrafas grandes e até modos silenciosos que reduzem o ruído em até 40%. Vale a pena investir? Especialistas recomendam que o investimento em uma French Door só seja feito se o consumidor realmente busca mais espaço interno, organização e recursos inteligentes. “Se for apenas pelo design, modelos Side by Side continuam sendo uma boa alternativa — e mais acessíveis”, diz a consultora de consumo doméstico Júlia Menegazzo. Contudo, para quem valoriza durabilidade, tecnologia e estética, o modelo premium pode ser um upgrade duradouro. “É o tipo de eletrodoméstico que pode durar mais de 10 anos e agrega valor à casa”, conclui a especialista.