Embora o potencial de economia seja alto, a adoção dessa tecnologia não é imediata para todas as famílias (Divulgação) Com a escalada dos preços da energia elétrica no Brasil, uma nova tendência envolve a substituição do chuveiro elétrico tradicional, responsável por uma das maiores partes do consumo doméstico no país, por sistemas mais eficientes e econômicos. Estudos e experiências recentes mostram que modelos híbridos podem reduzir o gasto com energia elétrica em até 74% na fatura mensal, dependendo das condições de instalação e uso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que são chuveiros híbridos? Ao contrário dos chuveiros convencionais, que dependem exclusivamente da resistência elétrica para aquecer a água, os modelos híbridos utilizam uma combinação de fontes de energia. Normalmente, eles aquecem a água inicialmente com eletricidade, para oferecer conforto imediato, e depois alternam para fontes auxiliares, como gás ou energia solar, quando disponíveis, diminuindo o tempo de uso da resistência elétrica, principal vilão do consumo. Segundo pesquisas realizadas em parceria com universidades brasileiras, essa alternância entre fontes pode gerar reduções expressivas na carga elétrica do sistema doméstico, potencialmente traduzindo-se em contas até 74% mais leves do que com o chuveiro elétrico tradicional. Economia e sustentabilidade Especialistas apontam que a adoção de sistemas híbridos ou de outras tecnologias eficientes é uma resposta à necessidade de reduzir o impacto do chuveiro elétrico no consumo residencial, ele costuma ser um dos principais responsáveis pelo peso na fatura, especialmente nos meses frios, quando sua potência é elevada. Além da economia, esses modelos também podem contribuir para a sustentabilidade, reduzindo a demanda sobre a rede elétrica e promovendo o uso de fontes renováveis, como a energia solar, sempre que possível. O que considerar antes de trocar Embora o potencial de economia seja alto, a adoção dessa tecnologia não é imediata para todas as famílias. Os sistemas híbridos exigem integração com rede de gás ou instalações de energia solar, o que pode significar um investimento inicial maior e necessidade de instalação técnica especializada. Para quem ainda não conta com essas opções, dicas de eficiência energética doméstica, como reduzir o tempo de banho, otimizar a temperatura e instalar dispositivos inteligentes que controlam consumo, continuam sendo caminhos eficazes para reduzir a conta de luz. Ponto de vista do consumidor Pesquisa recente de eficiência energética mostra que a maioria dos lares brasileiros ainda depende de chuveiros elétricos convencionais, mas há um interesse crescente por alternativas que reduzam custos sem abrir mão do conforto. A transição pode ser gradual, mas o avanço de tecnologias híbridas e outras soluções sinaliza uma possível mudança de paradigma na forma como o país aquece água para banho.