Fernando Cardoso Matos, gerente de manutenção da RPBC, e Leonardo de Abreu Marques Ribeiro, engenheiro de manutenção da Usiminas, contaram suas histórias e sua relação com o Polo Industrial de Cubatão (Wilson Melo/Divulgação Petrobras e Divulgação/Usiminas) Em homenagem ao Dia do Trabalhador, A Tribuna conta neste 1º de maio as trajetórias de dois profissionais ligados ao Polo Industrial de Cubatão e que ajudam a girar as rodas da indústria e da economia. Responsabilidade e orgulho O santista Fernando Cardoso Matos, de 41 anos, é gerente de manutenção da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) há pouco mais de um ano, desde fevereiro de 2024. A trajetória profissional, no entanto, começou em outras empresas também do Polo Industrial. “Comecei a carreira em Cubatão, em 2002, em uma empresa prestadora de serviços que atendia a então Cosipa. Em 2005 fui efetivado pela própria Cosipa (atual Usiminas), primeiro na operação e, posteriormente, transferido para manutenção — área pela qual me apaixonei”, recorda. Em 2010, Fernando foi aprovado em concurso da Petrobras para a RPBC. “Na refinaria, atuei como técnico, supervisor, gerente setorial de manutenção de caldeiraria e gerente setorial de paradas, chegando ao cargo atual de gerente de manutenção. Tive também a oportunidade de passar um ano na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), como gestor de manutenção, em função equivalente à que exerço hoje”, lista. A ligação com o Polo Industrial de Cubatão também é familiar. “Somos quatro irmãos, todos com trajetória em empresas da região. Tenho, inclusive, a felicidade de atuar lado a lado com meu irmão Fabrício Cardoso Matos, que ingressou na companhia um ano depois de mim, vindo igualmente da Usiminas. Ele é, atualmente, gerente setorial de construção e montagem, responsável pela execução dos projetos da refinaria”, conta. Cotidiano A manutenção da RPBC é uma área que reúne as mais variadas especialidades: equipamentos estáticos e dinâmicos, elétrica, instrumentação e automação. “Junto com minha equipe, coordenamos cerca de 1.600 profissionais (empregados próprios e contratados). Durante uma parada programada, esse efetivo pode chegar a até 6 mil pessoas”, revela. O trabalho, segundo Fernando, é garantir a integridade dos ativos, a segurança das equipes e a continuidade da produção de combustíveis para o País. “Acima de qualquer outro resultado, tudo o que fazemos na Petrobras é orientado pela segurança e cuidado com as pessoas. Cada tarefa é planejada e executada para que todos e todas voltem para casa bem, de forma íntegra e segura. São valores da Petrobras refletidos no nosso dia a dia de trabalho”, afirma. Morando em Praia Grande há uma década, Fernando é casado há 22 anos e tem uma filha de 19, que cursa Psicologia. A rotina começa bem cedo para que ele chegue à refinaria antes da reunião diária, às 7h40. “Meu dia se divide entre visitas de campo, análise de indicadores, decisões sobre intervenções críticas, reuniões, controle de orçamentos, gestão de contratos e definição de prioridades e estratégias de manutenção para o curto, médio e longo prazo. Ao longo de milhares de horas de intervenção, a maior satisfação é encerrar cada dia sabendo que todos retornaram para casa em segurança”, descreve. Hobbies e orgulho Nas horas vagas, Fernando gosta de viajar e assistir filmes e séries, principalmente de ficção científica. Mas não esquece de falar com orgulho de seu trabalho e de Cubatão. “A RPBC moldou minha trajetória profissional e dá estabilidade à minha família. Cubatão significa ainda mais: foi aqui que fiz cursos profissionalizantes no Senai, base para tudo que construí depois. Também me orgulha ver como o Polo Industrial — antigo Vale da Morte — tornou-se referência de recuperação ambiental. Hoje há harmonia entre indústria e meio ambiente: o Polo opera com vigor, gera riqueza e crescimento regional, enquanto cumpre padrões ambientais cada vez mais rigorosos”, finaliza. "O 1º de maio celebra quem mantém a engrenagem funcionando: profissionais que lidam diariamente com máquinas, equipamentos e intervenções críticas, mas sabendo que, no fim, tudo só tem sentido porque é feito por pessoas e para pessoas" Fernando Cardoso Matos, gerente de manutenção da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) Primeiro emprego e gratidão A jornada do cubatense Leonardo Abreu Marques Ribeiro, engenheiro de manutenção da Usiminas, começou quando ele tinha 18 anos. Logo após se formar como eletricista no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Cubatão, ele ingressou na empresa. “Foi meu primeiro emprego. Existe uma interação forte entre Senai e Usiminas. Sempre tive interesse em trabalhar na indústria e surgiu a oportunidade de entrar na empresa como eletricista de manutenção de turno”, afirma Leonardo, atualmente com 33 anos. No entanto, pode-se dizer que a história dele em termos profissionais começa bem antes. “Meu pai (Valtair Marques Ribeiro) é aposentado da Usiminas. Ele trabalhou na empresa por 29 anos como operador de produção. Foi por intermédio da Usiminas - então Cosipa - que ele, junto com minha mãe (Regina Celia de Abreu Ribeiro, aposentada da Prefeitura de Cubatão), puderam sustentar e dar estrutura a nossa família”, relembra. Diante disso, a Usiminas tem um significado muito importante na vida de Leonardo, considerada uma grande escola para ele. E a família é novamente citada: os avós maternos (Jayme e Iná Brandasse) se mudaram de Minas Gerais para Cubatão na década de 1960, influenciados pela expansão do Polo Industrial, em busca de novas oportunidades e de um futuro melhor. “Ao longo desses anos, tive a oportunidade de trabalhar ao lado de pessoas competentes, onde lidamos com muitos desafios e isso agrega muito para o meu desenvolvimento profissional e pessoal. O Polo Industrial foi um incentivador para o desenvolvimento da região, com um impacto significativo na minha vida e de muitas famílias”, afirma. A função A oportunidade de ser engenheiro de manutenção veio quando Leonardo foi aprovado no programa de Jovens Profissionais Trainee. A importância da função na empresa é garantir que os sistemas e equipamentos funcionem de maneira confiável, contribuindo para a produtividade e a segurança das pessoas. “Minha atribuição como engenheiro de manutenção é manter a funcionalidade das pontes rolantes, linhas de produção e instalações auxiliares, por intermédio do desenvolvimento e implementação de planos de manutenção, identificando e analisando falhas em equipamentos, propondo ações eficazes para esses problemas”, explica. Além disso, segundo Leonardo, também está incluída a implementação de melhorias nos processos de manutenção para aumentar a eficiência e reduzir incidentes operacionais, elaborando registros detalhados das atividades de manutenção, bem como seus indicadores. “O que eu mais gosto no meu trabalho é a oportunidade de ter novos desafios. Trabalhar na Usiminas me permite estar envolvido em muitos projetos. Também valorizo a preocupação com a segurança das pessoas, o ambiente de trabalho inclusivo e o apoio que recebo dos meus colegas e líderes”, comenta. Hobbies O dia a dia de Leonardo, solteiro e sem filhos, não se resume à profissão. “Acredito que equilibrar trabalho e vida pessoal nos dias de hoje é bem desafiador, mas é essencial. No meu tempo livre, gosto de me dedicar a atividades que me ajudam a relaxar e a manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Gosto de praticar esportes, ver filmes e séries, sair com os amigos e ir ao estádio de futebol com meu pai”, conta. “Para mim (o Dia do Trabalhador) é reconhecer a importância dos trabalhadores e suas contribuições para a sociedade, além de ser uma forma de lembrar de todas as pessoas que lutaram e lutam por condições melhores e direitos trabalhistas" Leonardo de Abreu Marques Ribeiro, engenheiro de manutenção da Usiminas