O estudo reforça um caminho mais natural, inteligente e sustentável para emagrecer — privilegiando qualidade sobre quantidade (Divulgação) Em um mundo dominado por dietas restritivas e contagem obsessiva de calorias, um novo estudo britânico traz esperança de uma alternativa mais sustentável e simples: comer melhor, não menos. A pesquisa, realizada pela University College London, concluiu que participantes que consumiram alimentos caseiros minimamente processados perderam duas vezes mais peso do que aqueles que permaneceram comendo refeições ultraprocessadas — mesmo tendo ingestão calórica equivalente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que o estudo revela Durante 8 semanas, metade dos participantes seguiu uma dieta baseada em alimentos minimamente processados (MPF) — como verduras, arroz integral, carnes magras e legumes preparados do zero. A outra metade consumiu ultraprocessados (UPF), ainda alinhados aos padrões nutricionais recomendados. O resultado? Perda de peso média de 2,06% do total corporal no grupo MPF, contra apenas 1,05% no grupo com ultraprocessados . Além disso, os que comiam comida de verdade relataram menos desejos, consumiram cerca de 290 calorias a menos por dia e apresentaram melhoras no metabolismo. Por que faz tanta diferença? Especialistas afirmam que os alimentos ultraprocessados, por sua textura macia, palatabilidade e composição química — com aditivos e quantidades elevadas de açúcares, sal e gorduras — facilitam o consumo excessivo, ainda que sigam padrões nutricionais. Já os alimentos minimamente processados tendem a promover saciedade mais intensa, exigem mastigação, possuem fibras e fornecem valor nutricional mais completo. O que isso significa para quem quer emagrecer Não é sobre cortar porções, mas escolher melhor o que compõe o prato. Preparar refeições em casa — mesmo simples — reduz calorias automaticamente e ajuda a evitar excessos. O foco na qualidade dos alimentos supera o simples controle de calorias por si só. Como aplicar na prática (sem sofrimento) Cozinhe com mais frequência: mesmo receitas básicas já fazem diferença. Prefira ingredientes comuns: arroz integral, legumes, carnes magras, leguminosas. Evite alimentos prontos — como refeições congeladas, snacks industrializados e molhos prontos. Planeje pequenas mudanças: começar com uma ou duas refeições por dia feitas em casa já é um grande passo. Sucumba menos à tentação: alimentos frescos exigem preparo, o que cria um tempo de reflexão útil antes de consumir.