Uma das pesquisas analisou 1.400 idosos por anos (Adobe Stock) Alguns estudos têm investigado a relação entre cochilos rotineiros durante o dia e o risco de desenvolvimento de demência em pessoas idosas. Os resultados apontam que o sono diurno excessivo pode estar relacionado a um declínio cognitivo mais rápido, mesmo que as causas exatas ainda não sejam totalmente compreendidas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Especialistas recomendam que idosos e seus cuidadores fiquem atentos a mudanças nos padrões de sono e procurem acompanhamento médico se o sono diurno aumentar de uma hora para outra. Ainda que cochilos curtos e controlados possam ajudar na recuperação de energia e no bem-estar, o sono durante o dia prolongado e frequente pode indicar que algo está afetando o cérebro. Um estudo publicado na revista científica ‘Alzheimer's & Dementia’ em 2022, conduzido pela equipe da Universidade da Califórnia, em São Francisco (Estados Unidos), acompanhou mais de 1.400 idosos ao longo de vários anos. Os resultados sugeriram que os idosos que cochilavam mais de uma hora por dia ou mais de uma vez ao dia tinham um risco maior de desenvolver alzheimer. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que essa relação pode ser tanto uma causa quanto um sintoma, já que o declínio cognitivo pode afetar os ciclos de sono, aumentando a necessidade de cochilos. Outro estudo, publicado pelo ‘American Academy of Sleep Medicine’, indicou que cochilos frequentes e prolongados podem estar associados a uma pior saúde cerebral e uma maior taxa de progressão da demência. Além disso, indicaram que mudanças nos padrões de sono, especialmente em idades mais avançadas, podem ser um sinal precoce de disfunções cognitivas, pois distúrbios do sono são comuns entre pessoas com doenças neurodegenerativas.